Mundial 2026

Venda de bilhetes para o Mundial 2026 dispara apesar do conflito entre EUA-Israel e Irão

EUA e Irão defrontaram-se no Mundial 2022
EUA e Irão defrontaram-se no Mundial 2022
Anadolu

A FIFA já vendeu dois milhões de bilhetes e garante que todas as equipas participarão em segurança no Campeonato do Mundo, mesmo com os EUA, um dos anfitriões do torneio, a terem bombardeado o Irão, um dos países participantes. A prova realiza-se de 11 de junho a 19 de julho com 48 seleções, incluindo a de Portugal, que está no Grupo K

Venda de bilhetes para o Mundial 2026 dispara apesar do conflito entre EUA-Israel e Irão

Mariana Rebocho

Jornalista

Num período em que a escalada militar mundial se tem intensificado devido ao ataque de Israel e os Estados Unidos ao Io, o futebol internacional regista um pico de venda de bilhetes para a maior competição do futebol, avança a agência "Reuters".

O Mundial de 2026 tem sido alvo de diversas questões por decorrer no Canadá, México e, em especial, nos Estados Unidos – para onde estão agendados os três jogos da seleção iraniana na fase de grupos.

A 15 de junho, o Irão defronta a Nova Zelândia, em Los Angeles, e a 21 de junho joga frente à Bélgica, em Seattle, seguindo-se, a 26 de junho, o encontro com o Egito.

Face a este pico retratado pela agência de comunicação, a FIFA não apresenta qualquer menção ao fenómeno nos órgãos oficiais e só registou que durante as duas primeiras fases de bilheteira foram vendidos dois milhões de bilhetes.

Também questionada se o conflito poderia prejudicar a competição, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom. rejeitou ações demasiado bruscas.

"Realizámos o sorteio da fase final em Washington, com a participação de todas as equipas, e o nosso foco é realizar um Mundial seguro, com a presença de todas as equipas", indicou. O secretário-geral da FIFA garante que continuará a haver "comunicação" com os três governos dos países anfitriões, sublinhando que "todos" os que forem ao Mundial "estarão em segurança".

No entanto, Gianni Infantino, líder da FIFA, tem uma relação de proximidade com Donald Trump, o presidente dos EUA. Entre vários elogios públicos e presença em iniciativas lideradas por Trump, incluindo o seu chamado Conselho da Paz, o presidente da FIFA deu ao líder dos EUA o Prémio da Paz da entidade, na sua edição inaugural.

A 23ª edição do Mundial realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e contará pela primeira vez com 48 seleções. Portugal integra o Grupo K, juntamente com Uzbequistão, Colômbia e o vencedor do caminho 1 do play-off intercontinental (com Jamaica, Nova Caledónia e RD Congo).

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