Mundial 2026

Depois de mais uma qualificação para o Mundial falhada, presidente da Federação Italiana de Futebol apresenta demissão

Pio Esposito no chão depois de mais uma eliminação de Itália
Pio Esposito no chão depois de mais uma eliminação de Itália
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Gabriele Gravina era líder da federação desde 2018 e deixa cargo depois do ministro do Desporto italiano, Andrea Abodi, defender publicamente a sua saída, na sequência da derrota com a Bósnia, que significou o terceiro Mundial consecutivo falhado pela seleção tetracampeã

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, apresentou a demissão, após a Itália falhar a qualificação para o Mundial de 2026, anunciou o organismo.

“Gabriele Gravina informou os membros do conselho federal que apresentou a sua renúncia ao mandato que lhe foi confiado em fevereiro de 2025 e que convocou uma assembleia extraordinária eletiva para 22 de junho, em Roma”, refere a FIGC, em comunicado.

Gravina, de 72 anos, liderava a federação desde outubro de 2018 e iniciou o terceiro mandato em fevereiro de 2025, sendo também primeiro vice-presidente da UEFA e considerado um colaborador próximo do presidente da entidade, Aleksander Ceferin.

Durante a sua gestão, a Itália conquistou o Europeu de 2021, mas falhou a qualificação para dois Mundiais consecutivos – 2022 e 2026 – e foi eliminada nos oitavos de final do Euro 2024.

Antigo empresário e ex-presidente de um pequeno clube de Abruzo, que chegou a disputar a segunda divisão italiana, Gravina estava sob forte pressão desde a eliminação de terça-feira frente à Bósnia-Herzegovina.

Inicialmente, para conter pedidos de demissão, convocou um conselho federal logo após o jogo para “rever e avaliar” a sua atuação à frente da FIGC.

No entanto, na quarta-feira, o ministro do Desporto, Andrea Abodi, defendeu publicamente a sua saída, classificando o momento como o “terceiro apocalipse” do futebol italiano.

Gravina assumiu o comando da FIGC após a demissão de Carlo Tavecchio, na sequência da não qualificação para o Mundial de 2018, na Rússia, após suceder a Giancarlo Abete, que deixou o cargo depois da eliminação da seleção na fase de grupos do Mundial de 2014, no Brasil.

Neste momento de crise, o nome de Giovanni Malagò, antigo presidente do Comité Olímpico Italiano e do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Milão/Cortina2026, tem surgido como o mais apontado para liderar a federação.

De acordo com a imprensa italiana, o selecionador Gennaro Gattuso, nomeado em junho de 2025, deverá igualmente apresentar a demissão até 22 de junho, tal como o diretor geral da equipa, o antigo guarda-redes Gianluigi Buffon.

Na terça-feira, Gattuso pediu desculpa pela derrota nos penáltis (1-4, após 1-1 nos 120 minutos) na Bósnia-Herzegovina, na final do play-off europeu de qualificação, que custou a ausência da Itália do Mundial de futebol de 2026.

A tetracampeã Itália – 1934, 1938, 1982 e 2006 – ficou de fora do Mundial pela terceira vez seguida, novamente eliminada no play-off, como aconteceu em 2018 (pela Suécia) e em 2022 (Macedónia do Norte).

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