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Mundial 2026

O “fiasco“ de um Mundial que não é para todos os bolsos, nem para todas as garrafas

Gianni Infantino, presidente da FIFA, a posar ao volante de um dos autocarros em que os adeptos poderão ir até ao MetLife Stadium, em Nova Jérsia, palco de oito jogos do Mundial (incluindo a final)
Gianni Infantino, presidente da FIFA, a posar ao volante de um dos autocarros em que os adeptos poderão ir até ao MetLife Stadium, em Nova Jérsia, palco de oito jogos do Mundial (incluindo a final)
Ira L. Black - FIFA

Portugal tem estado no top 3 das seleções cujo preço médio dos bilhetes para os seus jogos é mais caro. Sendo o primeiro Mundial com revenda de ingressos em mercados secundários - por ser legal nos EUA -, a FIFA, entidade sem fins lucrativos que estima lucrar cerca de €11 mil milhões com o torneio, tem sido criticada. A Football Supporters Europe acusa a entidade liderada por Gianni Infantino de fazer deste Mundial “o pior exemplo possível de política de bilhetes”

“Estamos num mercado onde o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então temos de aplicar as tarifas do mercado.” Dita por Gianni Infantino, presidente da FIFA, uma entidade desportiva e, na designação oficial, sem fins lucrativos, a frase mais parece vinda de um empresário. Disse-a, em maio, como justificação para a acelerada escalada dos preços dos bilhetes dos jogos do Mundial. Quando estas palavras foram escritas, a quatro dias do arranque da prova (11 de junho) não era possível comprar um ingresso mais barato do que €151 para o Cabo Verde-Arábia Saudita, da fase de grupos, segundo a TicketData, que monitoriza os sites de revenda.

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