Emam Ashour é um daqueles jogadores furacão que corre para trás e para a frente devido a uma certa atração por duelos em que possa impor a sua agressividade. Muito batalhou no meio-campo do Egito e conseguiu um golo num remate colocado de fora da grande área.
A Bélgica estava incomodada. Viciada nos espasmos que Jérémy Doku tenta usar para iludir os adversários no um contra um, as ideias escasseavam. Os faraós estavam por isso numa boa posição para conquistarem a primeira vitória de sempre em Mundiais na quarta participação no torneio.
Omar Marmoush impõe respeito a qualquer defesa, mas era Mohamed Salah quem podia destronar o próprio selecionador. Passamos a explicar. A lenda do Liverpool leva 67 golos na seleção, menos um do que Hossam Hassan, o antigo jogador que atualmente o treina.
Uma vez que nada do que se perspetivava aconteceu, o Egito tem dois objetivos para cumprir nos restantes jogos do grupo G, frente ao Irão e à Nova Zelândia.
Os diabos vermelhos reagiram. Após muito rondarem a área, Kevin De Bruyne deu o seu toque na partida, pena o livre ter batido no poste. O empate seria marcado por outro elemento da velha guarda.
A convocatória de Romelu Lukaku para o Mundial foi uma incógnita. Rudi Garcia, o selecionador, não escondeu que o avançado estava “fora de forma”. Não é de estranhar. Ao longo da temporada, fez apenas 40 minutos pelo Nápoles na Serie A, devido a uma complicada lesão na coxa. Quando é o próprio jogador a colocar o ego de parte e a descartar a hipótese de ser titular, está tudo dito quanto ao seu estado.
Rudi Garcia lançou-o aos 66 minutos. O jogo passou a ter uma nova fonte de interesse. Lukaku podia isolar-se na lista de melhores marcadores da Bélgica em Mundiais, deixando para trás Marc Wilmots. Na primeira intervenção que teve em campo, atacando um cruzamento de Meunier, forçou Mohamed Hany ao autogolo. Inicialmente, parecia ter sido o belga a marcar. Como tal não se confirmou, mais uma narrativa se perdeu.
O Bélgica-Egito terminou empatado. Brandon Mechele, com uma cabeçada em contra-pé tentou evitá-lo. As saídas rápidas do Egito também indicavam que seleção africana queria outro resultado. Assim, num dia em que Seattle registou a maior temperatura máxima do ano (32ºC), o desfecho nem aqueceu nem arrefeceu. Os diabos vermelhos, a seleção com mais responsabilidade no encontro, não foram lá muito convincentes. Mas ainda há muito Mundial para a equipa que quer vingar a eliminação na fase de grupo no Catar.
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