O francês Hervé Renard foi apresentado esta terça-feira como novo selecionador da Tunísia, substituindo o compatriota Sabri Lamouchi, que deixa a equipa africana depois da derrota com a Suécia (5-1), na estreia no Mundial 2026 de futebol.
“A Federação Tunisina de Futebol anuncia a nomeação de Hervé Renard como selecionador nacional até ao final do Mundial2026”, lê-se num comunicado do organismo, que adianta que o francês vai começar já a trabalhar em Monterrey, no México, onde a Tunísia está a estagiar.
O organismo revela ainda que vai encetar negociações para um contrato a longo prazo após o final do Mundial 2026, que se disputa até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Lamouchi estava à frente das ‘Águias de Cartago’ desde janeiro, mas acabou por deixar o cargo após a goleada sofrida na estreia no Grupo F frente à Suécia, já depois de ter vencido apenas um dos quatro jogos de preparação que fez, frente ao Haiti (1-0), com derrotas com Áustria (1-0) e Bélgica (5-0) e um empate com o Canadá (0-0).
A estreia de Hervé Renard vai acontecer no sábado, frente ao Japão, com a Tunísia a fechar a primeira fase, diante dos Países Baixos, cinco dias depois.
Renard, de 57 anos, volta a treinar uma seleção africana, depois de ter passado já por Zâmbia, Angola, Costa do Marfim e Marrocos, além de ter orientado a Arábia Saudita e a seleção feminina francesa.
Tunísia repete feito
É a primeira vez que um selecionador é despedido após o primeiro jogo num Mundial, mas não é inédito uma dispensa a meio do Mundial. E, curiosamente, a Tunísia repete o feito: em 1998, a federação do país despediu o polaco Henryk Kasperczak depois de duas derrotas na fase de grupos, frente a Inglaterra e Colômbia.
Esse Mundial de 1998, em França, viu ainda mais dois treinadores dispensados também após dois desaires na fase de grupos: Carlos Alberto Parreira, ainda campeão mundial em título com o Brasil e que treinava na altura a Arábia Saudita, e Cha Bum-kun, mandado para casa após duas derrotas com a Coreia do Sul.
Também há quem se tenha despedido, como Andy Beattie, selecionador da Escócia no Mundial de 1954, logo após o primeiro jogo.
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