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Mundial 2026

A RD Congo quer ganhar, os congoloses que não podem viajar para os EUA também, depois há quem queira “vencer um jogo, só um”

Os jogadores do Congo em Houston, a acenarem aos adeptos do país que foram assistir a um treino de preparação para a estreia no Mundial contra Portugal
Os jogadores do Congo em Houston, a acenarem aos adeptos do país que foram assistir a um treino de preparação para a estreia no Mundial contra Portugal
Maria Lysaker

Há poucos jornalistas congoleses em Houston - mas quase todos, pelos vistos, ligados à Radio-Télévision Nationale Congolaise - devido às restrições de entrada aplicadas pelos Estados Unidos a cidadãos do país africano. O jovem Lombi Pappy Adula e o mais antigo John Matanda, residentes no anfitrião que mais jogos acolhe do Mundial, lamentam os obstáculos enfrentados por quem venha do Congo para o torneio. Mas não cabiam em si de entusiasmo por se estrearem contra Portugal, que “joga com os nomes e as suas super estrelas”

A RD Congo quer ganhar, os congoloses que não podem viajar para os EUA também, depois há quem queira “vencer um jogo, só um”

Diogo Pombo

Em Houston, no Mundial 2026

Não há um jornalista da República Democrática do Congo que tenha as mãos desocupadas: cada um, seja o tempo inteiro da conferência de imprensa ou apenas um excerto, grava a ocasião em vídeo. De telemóvel em riste, focam em Sébastien Desabre, o francês grisalho e de olho azul, penteado puxado à nuca, que treina a seleção, mas o raio da sua mira é vasto, varrem a sala, apontam-na a quem faça uma pergunta, documentam a experiência. A raridade pode explicá-lo a meias com o entusiasmo.

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