O avançado paraguaio Miguel Almirón foi na sexta-feira expulso aos 45+3 minutos, depois de ser apanhado pelo VAR a dirigir-se a um jogador turco tapando a boca com a mão, numa lei criada devido ao ‘caso Prestianni’.
Em 17 de fevereiro, no Estádio da Luz, em Lisboa, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos da Liga dos Campeões, Prestianni dirigiu palavras ao brasileiro Vinicius Júnior tapando a boca com a mão e foi acusado pelo jogador do Real Madrid de lhe estar a dirigir palavras racistas.
O caso tomou enormes proporções, já que, além de Vinicius, também o francês Kylan Mbappé disse, na zona mista, após o jogo, que tinha ouvido o jogador argentino chamar quatro vezes ‘mono’ (macaco, em português) ao brasileiro.
A UEFA sancionou, preventivamente, o jogador do Benfica com um jogo de suspensão, que o impediu de jogar a segunda mão da eliminatória com os merengues, e, posteriormente, puniu-o com seis (três de pena suspensa), mas, para espanto geral, e depois de tanto se falar em racismo, por “linguagem homofóbica”.
Antes desta segunda punição, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi uma das pessoas que falou sobre o caso, abordando então o racismo, e sugeriu que situações como essa tinham de passar a ser punidas.
A lei, que teve origem neste caso Prestianni, foi introduzida no Mundial de 2026 e Almirón acabou por ser a primeira vítima, ao dirigir-se a Muldur com a mão na boca. O jogador turco queixou-se, o VAR interveio e o paraguaio foi expulso.
Ainda assim, em Santa Clara, Califórnia, o Paraguai somou os primeiros pontos no Mundial, ao vencer por 1-0 os turcos, que ficam já eliminados no Grupo D.
Um golo de Matías Galarza, logo aos dois minutos, selou o triunfo dos sul-americanos, que resistiram toda a segunda parte com 10, depois da expulsão de Almirón.
Com este resultado, o Paraguai, terceiro, igualou os três pontos da Austrália, segunda, num Grupo C em que os Estados Unidos, líderes, com seis, já garantiram o apuramento para os 16 avos de final, e a Turquia, última, com zero, está fora da prova.
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