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Mundial 2026

Há interesse pelo Mundial dentro de um estádio de beisebol? Talvez, mas o beisebol também não é assim tão importante

A vista dentro do Daikin Park, o estádio dos Houston Astros, equipa de beisebol da cidade: estava cheio enquanto se jogava o Brasil-Haiti do Mundial
A vista dentro do Daikin Park, o estádio dos Houston Astros, equipa de beisebol da cidade: estava cheio enquanto se jogava o Brasil-Haiti do Mundial
Houston Astros

Era à mesma hora do Brasil-Haiti, podia disputar a atenção com o jogo dos Houston Astros, só que não. Em mais um dia de Campeonato do Mundo, o estádio de beisebol da quarta maior cidade dos EUA parecia indiferente ao futebol, mas também ao que se passava dentro do campo onde todos usam calça e boné. Ir ver uma das modalidades inventadas pelos Estados Unidos enquanto o país acolhe a competição mais popular do planeta é espreitar dentro do desporto vivido como evento social em vez de ser vendido como uma comodidade

Há interesse pelo Mundial dentro de um estádio de beisebol? Talvez, mas o beisebol também não é assim tão importante

Diogo Pombo

Em Houston, no Mundial 2026

Vestido a preceito, Mike Acosta é sincero: “Não tenho prestado assim tanta atenção.” Sentado numa cadeira, tem na cabeça um boné com um “H” posto sobre uma estrela laranja, no corpo uma camisola de jogo abotoada, sem gola, forrada com um “Astros” de letras brancas e curvilíneas. “Sempre me pareceu um desporto que não está cá, sabes? Era mais uma coisa estrangeira”, prossegue. Fala de futebol, não o dos americanos, do futebol inventado muito antes. “Consigo perceber que é muito apaixonante, vejo pessoas a enlouquecerem, mas há aqui uma certa desconexão em relação a isso”, completa quem fala em casa, rodeado por parafernália que lhe secunda a opinião.

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