O Mundial 2026 de futebol, coorganizado por Estados Unidos, México e Canadá, e o maior de sempre, com participação recorde de 48 países, teve na fase de grupos 4.644,549 milhões de espetadores em 72 jogos, informou a FIFA.
Com mais grupos e jogos em comparação com o Mundial 2022, bastou a primeira fase da presente edição para superar o número total de encontros - desde a fase de grupos até à final - disputados há quatro anos no Catar (64), então com apenas oito grupos e 32 seleções, e com isso vieram os recordes.
A maior assistência registou-se logo no encontro de abertura, quando 89.824 espetadores presenciaram ao vivo a vitória do México sobre a África do Sul, por 2-0, para o Grupo A, no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A FIFA divulgou alguns números que acompanham o Mundial 2026 nas 16 cidades da competição que decorre até 19 de julho, destacando a celebração de uma “paixão global”, com 4,6 milhões nas bancadas e 5,5 milhões no ‘Fan Festival’.
Uma presença que levou ao consumo de 300.000 cachorros-quentes - o equivalente, caso fossem alinhados, aos 45 quilómetros que separam o estádio de Nova Iorque e o aeroporto internacional JFK -, quase dois milhões de refrigerantes e água e mais de dois milhões de bebidas alcoólicas.
Dos 1.248 futebolistas presentes nesta primeira fase do Campeonato do Mundo, 999 entraram em campo (687 como suplentes utilizados) e, com o apuramento para os 16 avos de final, também se estabeleceram novos recordes, com África a colocar nove seleções na fase a eliminar.
Das 32 seleções apuradas, 13 são da UEFA, nove da CAF (Confederação Africana), cinco da CONMEBOL (América do Sul), três da CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas) e duas da AFC (Ásia).
Em Mundiais anteriores, nunca mais de duas seleções africanas tinham chegado à fase a eliminar, sendo que no Catar 2022 as equipas transitavam da fase de grupos para os 'oitavos', enquanto neste Mundial alargado a fase de ‘mata-mata’ qualificam-se para os 16 avos de final.
Bósnia-Herzegovina, Cabo Verde, Canadá, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Egito e África do Sul qualificaram-se para a fase a eliminar pela primeira vez e os canadianos até já estão nos 'oitavos', depois de terem vencido o primeiro jogo a eliminar, derrotando os sul-africanos (1-0).
Dos estreantes em Mundiais, Curaçau, Jordânia, Usbequistão e Cabo Verde, os cabo-verdianos foram os únicos a passar a fase de grupos, depois de se manterem invictos, com três empates, num grupo com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita.
Na fase de grupos atingiram-se os 215 golos marcados (média de três por jogo), com França, Alemanha e Países Baixos a liderarem a ‘artilharia’, com 10 golos cada.
No plano individual, o argentino Lionel Messi tornou-se não só o primeiro a marcar em sete jogos consecutivos de um Mundial, mas também o melhor marcador de todos os tempos da competição, com 19 golos, e também o mais velho a marcar um 'hat-trick' no torneio, com 38 anos e 357 dias, superando um recorde de Cristiano Ronaldo no Mundial 2018, com 33 anos e 130 dias.
O português conseguiu chegar aos 10 golos em Mundiais, tornando-se o melhor marcador luso na fase final da competição, com um registo alcançado em seis Mundiais e superando Eusébio, que na única participação, em 1966, marcou nove.
Com a idade a estar em evidência, também nos treinadores há curiosidades a destacar: Dick Advocaat (Curaçau) tornou-se o treinador mais velho em Mundiais (78 anos e 271 dias) e Hugo Broos (África do Sul) o mais velho a vencer um jogo (74 anos e 75 dias), superando Carlos Queiroz (73 anos e 108 dias) já neste Mundial.