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    Mundial 2026

    O show de Galvão Bueno, a voz do “ééé do Brasiúúú“ há catorze Copas do Mundo que não está a gostar nada deste Mundial

    Galvão Bueno a relatar um jogo, ainda a preto e branco
    Galvão Bueno a relatar um jogo, ainda a preto e branco

    Qualquer brasileiro, antigo ou jovem, já terá festejado um golo do Brasil em Campeonatos do Mundo enquanto escutava o icónico e longo festejo de Galvão Bueno, provavelmente o mais conhecido narrador desportivo do país. Aos 75 anos, vai na sua 14ª edição do torneio: começou em 1974, festejou o tetra de 1994 abraçado a Pelé, estava no Japão a perder a cabeça nos golos de Ronaldo ‘Fenómeno‘ em 2002. “O homem lá em cima é muito meu amigo, a minha fase foi a das grandes conquistas brasileiras”, disse em Miami, entre selfies com fãs, pouco depois de narrar o seu 100º golo da seleção canarinha em Mundiais e de entrar no Guinness como a pessoa que mais jogos narrou na prova

    O show de Galvão Bueno, a voz do “ééé do Brasiúúú“ há catorze Copas do Mundo que não está a gostar nada deste Mundial

    Diogo Pombo

    Em Miami, no Mundial 2026

    Refastelado na cadeira, rodeado pela gente com quem trabalha, Galvão Bueno goza de um breve descanso. Não dura. Um dos produtores urge, estão a chamar do Brasil, impera a hora de gravar mais um vídeo. A incessante televisão tem hoje a companhia das famintas redes sociais. Moroso de gestos, levanta-se e caminha a seu tempo. Dobram a esquina para um corredor, mas rápido reaparecem. Galvão Bueno surge com outra cara. Está furibundo, danado para barafustar. “Este é o pior Mundial de sempre! O pior!”, expele, num inglês irritado, contra o staff do estádio de Miami.

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