O timbre da voz de Pedro Martins surge em último. Posto no meio, entre os amigos, fala no centro do plano apanhado pela câmara do telemóvel. “Trabalhar no desporto não é nada fácil”, intervém, “come-te muito tempo, quando tens família então… fiquei bastante reticente quando recebi o convite”. Acabara de expelir uma gargalhada, ele e todos, quando se ouviu o “opá, eu pensei” à pergunta se alguém matutou duas vezes quando lhe ligaram de Cabo Verde em busca de um fisioterapeuta. As dúvidas foram gerais. “É um ritmo bastante exigente, ia ser complicado dar fins de semana a isto”, explica Pedro. O isto, veio-se a ver, é a histórica aventura dos africanos no Mundial.
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