A Comissão de Recurso da FIFA rejeitou o protesto apresentado pela Federação Belga de Futebol (RBFA) sobre a suspensão do castigo do norte-americano Folarin Balogun, permitindo que o avançado defronte a Bélgica no Mundial 2026.
“O recurso foi considerado inadmissível por se considerar que a RBFA não faz parte do procedimento e, como tal, carece de legitimação para recorrer da decisão”, referiu a Comissão de Recurso, cujo presidente, o norte-americano Neil Eggleston, “não participou na decisão”.
Balogun, melhor marcador da seleção norte-americana na prova com três golos, recebeu um cartão vermelho direto aos 64 minutos por pisar o pé de Tarik Muharemović, da Bósnia, na vitória por 2-0 da última quarta-feira, a contar para os 16 avos, contudo, a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender o castigo do avançado durante um ano.
A Federação Belga de Futebol (RBFA) notificou entretanto a homóloga norte-americana que irá contestar a elegibilidade de Folarin Balogun, caso o jogador conste na lista de convocados, deixando “todas as medidas cabíveis em aberto”.
“A RBFA informou a Federação de Futebol dos Estados Unidos que contesta a elegibilidade do jogador, caso este conste na lista de convocados do árbitro. Isto deixa todas as medidas cabíveis em aberto”, refere a federação belga em comunicado.
De acordo com a RBFA, até ao momento não foram comunicados os fundamentos da decisão, nem qualquer uma das informações solicitadas desde o início do processo.
A federação recorda que pediu “uma cópia da decisão e da justificação que declara o jogador elegível, bem como o relatório do árbitro”, documentos que continuam por fornecer.
A ausência desses elementos, sublinha a RBFA, “constitui uma violação das normas da FIFA”, lembrando que “recebeu a decisão da Comissão de Recurso da FIFA, assinada pelo membro Salman Al-Ansari, que declara o protesto da RBFA inadmissível e confirma a decisão anterior que permite a participação de Balogun”.
Já esta segunda-feira a RBFA tinha lamentado a falta de explicações da FIFA sobre a suspensão do castigo aplicado a Folarin Balogun e acusado o organismo de criar um recurso artificial.
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