Último jogo pela seleção
“É o meu último jogo pela seleção de Portugal, mas tenho duas notas: agradecer ao povo português, porque foi um período incrível, a força e energia que tivemos. Levo comigo uma memória. E agradecer o trabalho dos jogadores, foi incrível. São os melhores números da história de Portugal, em número de golos, pontos. Agradecer à FPF, pelas condições, à equipa técnica e agradecer a toda a federação e equipa de apoio. Levo comigo uma memória incrível”
Fim de cíclo
“É um fim de ciclo e é importante ter outra voz, é legítimo que o senhor Pedro Proença possa escolher o seu selecionador, é totalmente legítimo. Quero agradecer ao presidente e à direção todo o apoio, deram-me todas as condições. É um fim de ciclo, levo comigo as memórias e espero que o povo português possa ter memórias. Eu cheguei a Portugal para ganhar o Mundial e sem ganhar o Mundial não faz sentido continuar e acho que a direção e o presidente têm agora a possibilidade de escolher o seu selecionador. O presidente sempre apoiou o meu trabalho mas o meu contrato termina hoje e não há muito mais para falar“
Ronaldo
“Sempre foi um capitão exemplar. Cheguei a Portugal num momento de confusão e dúvida em relação ao Cristiano e para mim foi um exemplo. Não só ao nível de golos, mas também o que faz na área. No compromisso do dia a dia é um exemplo. Temos que celebrar isso. Estamos a falar de um ícone, não há muitos Cristianos. Agradecer o que tentou neste Mundial, o sonho era ganhar o Mundial e ele tentou-o com um exemplo incrível, a nível futebolístico e a nível humano, no balneário. É algo que levamos todos para sempre“
Gonçalo Ramos sem minutos contra Espanha
“É uma forma fácil de analisar as coisas. Fisicamente, o Cristiano estava totalmente apto a jogar 90 minutos. Abre espaços, adapta-se às situações. É muito importante ter alguém assim dentro da grande área. Talvez no prolongamento seria bom ter o Gonçalo Ramos, mas a estratégia não era essa hoje. Hoje precisávamos de ter a possibilidade de travar os jogadores ofensivos da Espanha e não fazia sentido tirarmos os nossos avançados“
Falhanço?
“Falhar é não tentar ganhar e nós tentámos dar tudo o que temos. Os jogadores foram exemplares e é isso que faz com que no futebol sejas ganhador. Levo um legado incrível e espero que os adeptos lembrem-se que nós tentámos dar tudo durante três anos e meio“
Explicações para a derrota
“Um adversário muito forte e um favorito para ganhar o Mundial, mas muito orgulho porque jogámos olhos nos olhos desde o primeiro minuto. Lutámos e sinto uma tristeza porque não vamos aos quartos, mas um orgulho enorme porque o desempenho dos jogadores foi fantástico. A bola bater na barra, entrar ou não entrar, as oportunidades, são a diferença no marcador. Mas no aspecto tático e técnico anulámos totalmente os padrões típicos da Espanha, o Rodri, a qualidade do Lamine Yamal. O golo chegou no fim, acho que merecíamos o prolongamento, mas é um orgulho total, todos os portugueses têm de estar muito orgulhosos”
Lágrimas de Cristiano
“A geração tem muita responsabilidade de compromisso e o trabalho feito foi para fazer oito jogos. Então é normal haver um sentimento de tristeza. Porque hoje acho que merecemos outra sorte, mas precisamos de fazer aquilo que podemos controlar. Foi o nosso jogo mais completo no Mundial e os jogadores perceberam que estávamos no caminho certo. Mas a Espanha é uma das favoritas. O bocadinho de sorte não esteve do nosso lado”
Objetivo era meias-finais, que balanço faz?
“A minha experiência nos torneios não é onde chegar. Nós queríamos ganhar o Mundial e os oito jogos. Eu posso valorizar o compromisso dos jogadores, isso foi fantástico. Os 26, mais o Ricardo Velho, a dar tudo pela seleção. Não chegámos aos oito jogos, que eram o objetivo, mas isso faz parte. Não valorizo isso de chegar aos quartos: é ganhar e depois como foi o processo e isso foi fantástico”
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