Mundial 2026

Lionel Messi e a final do Mundial perdida: “É uma dor muito grande, uma ferida que vai demorar a cicatrizar“

Lionel Messi em lágrimas após final do Mundial
Lionel Messi em lágrimas após final do Mundial
Maja Hitij - FIFA

Numa mensagem nas redes sociais, onde reagiu pela primeira vez à derrota da Argentina na final do Mundial 2026, Messi felicitou ainda a Espanha pelo título, não avançando qualquer ideia quanto ao seu futuro na seleção albiceleste

O avançado argentino Lionel Messi revelou numa primeira reação que a derrota por 1-0 sofrida frente à Espanha, na final do Mundial 2026 de futebol, lhe provocou “uma dor muito grande” e abriu “uma ferida que vai demorar a cicatrizar”.

“É uma dor muito grande e esta é uma ferida que vai demorar a cicatrizar. Mas também guardo coisas positivas... Os jogos em que virámos os resultados, dando tudo de nós, ficarão para sempre na nossa memória, tal como o apoio de um país inteiro que, juntamente com o trabalho e o esforço deste grupo, nos levou a estar de novo entre os melhores do mundo”, assinalou Messi na conta oficial no Instagram.

O veterano avançado, de 39 anos, aproveitou para “felicitar a Espanha pela conquista do Mundial”, do qual foi eleito o segundo melhor jogador, atrás do médio espanhol Rodri, após um torneio em que marcou oito golos – registo apenas superado pelo francês Kylian Mbappé, com 10 – e efetuou quatro assistências.

“Hoje é difícil apreciar plenamente o que conseguimos, mas este grupo chegou a duas finais consecutivas do Campeonato do Mundo. Mais uma vez, conseguimos unir-nos enquanto país e ficar juntos, partilhando o imenso orgulho de sermos argentinos”, observou Messi, aludindo também ao título conquistado pela Argentina no Mundial 2022.

A Espanha conquistou no domingo pela segunda vez o Mundial de futebol, ao vencer a Argentina, que era a campeã em título, por 1-0, após prolongamento, na final da 23ª edição, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

Um golo do suplente Ferran Torres, aos 106 minutos, carimbou o título do conjunto europeu, que repetiu 2010, ano em que também venceu a final por 1-0, no tempo extra, então face aos Países Baixos, com um tento de Andrés Iniesta.

A formação espanhola, que só tinha disputado a final de há 16 anos, iguala os dois cetros de Uruguai (1930 e 1950) e França (1998 e 2018) - duas formações que afastou na edição de 2026 - no quinto lugar do ranking, liderado pelo ‘penta’ do Brasil.

O conjunto de Luis de la Fuente junta o Mundial ao Campeonato da Europa de 2024, sendo agora o detentor das duas principais provas de seleções.

A Argentina perdeu pela quarta vez na final, como em 1930, 1990 e 2014, mantendo-se no quarto lugar do ranking, com três títulos, arrebatados em 1978, 1986 e 2022.

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