Houve uma altura da carreira de Damian Lillard em que esteve na iminência de se tornar numa espécie rara de jogador que só conhece uma equipa. No entanto, desalinhado com a vontade de reconstrução dos Portland Trail Blazers, juntou-se a Giannis Antetokounmpo nos Milwaukee Bucks para uma derradeira tentativa de ganhar um título.
As lesões atrapalharam uma união que terminou da pior forma. No jogo 4 da primeira ronda dos play-off, a 27 de abril de 2025, o base caiu por terra ao lesionar-se com gravidade no tendão de Aquiles. A ausência impediu os Bucks de sequer reagirem à desvantagem que levavam na eliminatória e acabaram afastados pelos Indiana Pacers (4-1).
Após mais uma desilusão, os campeões de 2021 dispensaram Lillard de modo a criarem espaço na folha salarial e rodearem Giannis Antetokounmpo dos jogadores certos para que o pico da carreira do grego não seja desperdiçado. Sem contrato, Dame regressou a casa.
A inauguração da segunda era de Lillard em Portland ainda está por acontecer. O problema físico provavelmente não o deixará jogar esta época. Ainda assim, há progressos a serem feitos. O jogador de 35 anos foi dado como apto para competir no concurso de triplos da NBA e a eficácia demonstrada surpreendeu.
Na Intuit Dome, casa dos Clippers, Lillard ganhou pela terceira vez o concurso que se insere no fim de semana All-Star – algo que só Craig Hodges e Larry Bird fizeram – em circunstâncias desafiantes. “Numa época em que não estou a jogar, a liga permitiu-me vir e ter alguma competição, sentir um pouco de pressão e estar em frente aos adeptos de novo. Foi uma grande experiência”, comentou.
A vitória não esteve longe de lhe fugir. Kon Knueppel, Damian Lillard e Devin Booker foram os finalistas de uma competição que também contou com Tyrese Maxey, Donovan Mitchell, Jamal Murray, Bobby Portis e Norman Powell. Knueppel esteve de mão fria na segunda ronda, ao contrário dos adversários. Lillard atingiu os 29 pontos. Booker ficou-se pelos 27, mesmo chegando à última zona de tiro cheio de tempo para ultrapassar o rival.
“Estava a rezar para que ele tivesse uma quebra”, admitiu Lillard. “Este fim de semana é para os fãs, para toda a gente que representa a NBA e para as estrelas da nossa liga. As pessoas querem-nos ver a competir e a enfrentarmo-nos uns aos outros, seja no concurso de triplos, de afundanços ou no jogo.”
Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: fsmartins@expresso.impresa.pt