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    “Sou um jogador de 34 anos. Sou negro e sou gay.“ Morreu Jason Collins, o primeiro atleta a assumir a homossexualidade na NBA

    Jason Collins, então jogador dos Brooklyn Nets, da NBA, a falar perante um batalhão de jornalistas em 2014
    Jason Collins, então jogador dos Brooklyn Nets, da NBA, a falar perante um batalhão de jornalistas em 2014
    Justin Edmonds

    Jason Collins fez 735 encontros espalhados por 13 temporadas na NBA. Em 2013, quando estava nos Brooklyn Nets, assumiu a homossexualidade, sendo o primeiro jogador profissional de basquetebol nos EUA a fazê-lo

    O antigo basquetebolista Jason Collins, o primeiro basquetebolista da NBA a assumir a homossexualidade, morreu na terça-feira, aos 47 anos, informou a Liga norte-americana de basquetebol (NBA) e a sua família.

    Jason Collins morreu após uma luta contra um glioblastoma, um tumor cerebral, detalhou a família do antigo poste, que terminou a carreira em novembro de 2014, ao serviço dos Brooklyn Nets, um ano depois de ter anunciado a sua homossexualidade.

    Collins disputou um total de 735 jogos em 13 temporadas na NBA em seis equipas diferentes, entre as quais Boston Celtics, Washington Wizards e os Nets, cuja franquia sediada em New Jersey ajudou a chegar à final em 2002 e 2003.

    Sou um poste da NBA de 34 anos. Sou negro e sou gay, revelou o basquetebolista, em abril de 2013, no artigo feito para a revista Sports Illustrated em conjunto com o escritor Franz Lidz.

    Então, sem clube após ter deixado os Washington Wizards, tornou-se o primeiro desportista assumidamente homossexual de uma das principais ligas norte-americanas, das quatro principais modalidades (basquetebol, hóquei no gelo, futebol americano e basebol).

    Eu não tinha a ambição de ser o primeiro atleta de uma grande desporto nos Estados Unidos a assumir a revelar a minha homossexualidade. Mas agora que o fiz, estou feliz para iniciar a conversa (…). Desejaria não ser a criança na sala de aula que levanta a mão para dizer: 'Eu sou diferente'. Se alguém o tivesse feito, eu seguiria o meu caminho. Mas ninguém o fez e é por isso que estou a levantar a mão, escreveu, então, Collins.

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