O Marquês de Pombal enche-se de multidões em delírio. Escuta-se o abrir desenfreado de garrafas de champanhe. António José Seguro marca o arranque da sua vida em Belém decretando feriado nacional. Fazem-se canções que gravam na memória esta data dourada da vida nacional.
1143, 1640, 1820, 1910, 1974, têm companhia. 12-03-2026. O dia em que garantimos o sexto lugar do ranking UEFA, voltando a levar três equipas à Liga dos Campeões.
Mas… não há aqui algo familiar? Não estivemos já aqui antes?
Façamos um ponto prévio. Não é preciso fechar o champanhe, podemos bebê-lo enquanto colocamos alguma ordem na conversa.
Ponto prévio: a hierarquia da UEFA, que ordena as ligas e determina as vagas que estas têm nas provas continentais, funciona através da soma dos pontos que os clubes de cada país realizam, que são depois divididos pelo total de clubes que esse campeonato tem em competição naquela época em concreto. Para apurar o total, olha-se às cinco épocas mais recentes. Uma vitória — seja na Liga dos Campeões, Liga Europa ou Liga Conferência — vale dois pontos (um se forem pré-eliminatórias), um empate equivale a um ponto (0,5 se for uma pré-eliminatória).
Há, ainda, pontos extra segundo a posição em que se conclua as fases de liga, sendo esse valor maior na Liga dos Campeões, mais pequeno na Liga Europa e ainda menor na Liga Conferência. Adicionalmente, por cada ronda da Liga dos Campeões que se vá alcançando ganham-se 1,5 pontos, cifra que na Liga Europa é de um e na Liga Conferência de meio ponto.
Regressamos ao momento em que algo nos soava familiar. Portugal, até aqui em sétimo neste coeficiente, a saltar para sexto.
Bem, parece um déjà vu porque o é: em 2016/17, 2017/18 e 2018/19, a I Liga ocupava a sétima posição; em 2019/20, 2020/21 e 2021/22 passou para sexto; em 2022/23, 2023/24 e 2024/25 resvalou para sétimo; agora ascende de novo ao estatuto glorioso.
Talvez não esteja aqui em causa uma revolução liberal, o fim da monarquia, a inauguração de um regime em liberdade. É, na verdade, um movimento pendular, repetitivo.
Em 2025/26, Portugal fez mais pontos do que os Países Baixos, tal como somara mais em 2024/25 e 2023/24. Em 2021/22 e 2022/23 somou menos, em 2020/21 pontuou mais. Ampliemos a mirada aos anos em que era a Rússia, e não a Eredivisie, o rival neste confronto. Em 2016/17 e 2017/18, o país de Leste esteve melhor que a I Liga. Em 2018/19 e 2019/20, foi Portugal a superiorizar-se.
O que une todos os anos, com exceção de 2023/24, em que Portugal fez mais pontos do que o adversário na busca pelo sexto lugar? O nosso campeonato não ter três equipas na Liga dos Campeões. Em alguns deles — 2020/21 e 19/20 — nem duas teve.
E porquê?
Bem, para o explicar é recorrer ao ponto prévio e juntar-lhe dois pontos intermédios.
Ponto intermédio um: FC Porto, Sporting, Benfica e SC Braga são responsáveis pela esmagadora maioria do engordar do score europeu do nosso futebol.
Ponto intermédio dois: o quarteto acima indicado é bem mais capaz de ganhar encontros e de avançar rondas estando na Liga Europa, e não na Liga dos Campeões.
Bingo. Juntando o ponto prévio aos intermédios, constatamos que a matemática dita que quanto mais equipas tivermos na Liga dos Campeões, menos vamos pontuar. Ou, pelo menos, tem sido essa a tendência, que poderá ser mitigada caso o novo formato de liga permita amealhar mais. Veremos no futuro, mas a tendência no passado é evidente e auto-explicativa.
Liga Europa, mais pontos. Mais equipas na Liga Europa, mais pontos. Excluindo 2020/21, época de provas continentais condicionadas pela pandemia, quais as campanhas em que Portugal pior esteve? 2016/17 e 2017/18. O que as une? Benfica, FC Porto e Sporting na Liga dos Campeões e, portanto, com piores resultados.
É por isto que considerar a subida no ranking, e consequente apuramento de três equipas para a Liga dos Campeões, como uma grande proeza nacional não faz sentido. Tê-la como grande meta da direcção da Liga Portugal não faz sentido. É um mero produto aritmético, repetitivo e, além do mais, resultado de pontuar mais em torneios piores.
Seria mais produtivo olhar a sinais de preocupação. Tais como: subir um lugar no ranking significa ter seis participantes europeus, e não cinco. E o verdadeiro drama nacional é o contributo que os clubes fora daqueles quatro (não) têm. Rio Ave 2020/21, Paços de Ferreira e Santa Clara 2021/22, Gil Vicente 2022/23, Arouca e Vitória SC 2023/24, Santa Clara 2025/26: todos incapazes de chegar às fases de grupos/de liga.
A honrosa exceção foi o Vitória SC 2024/25, que atingiu os oitavos de final da Liga Conferência. A bela campanha do clube de Guimarães, ainda assim, colocou-no na fase em que, este anos, encontramos conjuntos como o Rijeka, da Croáciam, ou o Sigma Omoluc, checo. Portugal nunca conseguiu ter um representante nos quartos de final da Liga Conferência e essa falta de profundidade competitiva da I Liga deveria levar a séria reflexão.
Claro que, com estes resultados, ter menos equipas por que dividir os pontos beneficia Portugal. Mais uma razão para se pontuar mais estando em sexto do que em quinto.
As derradeiras campanhas trouxeram boas prestações europeias, e veremos o que esta semana apresenta, mas há dados preocupantes: desde a última vez que Portugal esteve numa meia-final Europeia, representado pelo Benfica na Liga Europa 2013/14, já neerlandeses, ucranianos, escoceses, gregos, austríacos, belga, suíços e suecos lá estiveram. E não, isto não é só efeito da Liga Conferência, na medida em que o Ajax foi à meia-final da Liga dos Campeões, o Dnipro e o Rangers estiveram na final da Liga Europa, onde RB Salzburg e Bodø/Glimt atingiram as meias-finais.
Mais do que festejar feitos vazios, era bom regressar à realidade.
Para terminar. Nas 20 últimas épocas completas, oito equipas portuguesas — podem ser nove amanhã — estiveram nos quartos de final da Liga dos Campeões. Já na Liga Europa, esse número é 17, podendo chegar a 19 esta semana. Claro que, quando se tem mais equipas na divisão de prata, se está mais acima.
Querem que Portugal faça mesmo um brilharete no ranking? Convençam Sporting, Sporting de Braga, FC Porto e Benfica a não jogarem Liga dos Campeões. Como assim? Bem, em 2010/11, a I Liga foi o melhor campeonato da Europa neste coeficiente. Nessa época, este quarteto jogou, a partir de fevereiro, Liga Europa, com Benfica nas meias-finais e SC Braga e FC Porto na decisão de Dublin.
O champanhe sabe bem, mas talvez o presidente Seguro vá a tempo de desmarcar o feriado nacional de exultação.
O que se passou
Na I Liga, o FC Porto superou com conforto o Moreirense. Já o Benfica sofreu em Arouca, mas ganhou.
Após 22 anos de espera, o Europeu de râguebi em que Portugal pode participar volta a ser da seleção nacional.
Jonas Vingegaard foi ao Paris-Nice impor autoridade.
Uma vez, outra vez, a 15.ª vez: Duplantis superou o seu próprio recorde do mundo.
Semana europeia com resultados contrastantes: o Sporting perdeu contra o Bodø/Glimt, que tem um guarda-redes que viveu na Madeira, e terá de dar a volta em casa, tal como o SC Braga, batido pelo Ferencváros. Melhor esteve o FC Porto, que venceu, na Alemanha, o Estugarda.
O Vitória SC e a instabilidade, uma relação de amor. Luís Pinto, o herói da conquista da Taça da Liga em janeiro, foi despedido.
O hino da Rússia voltou a ouvir-se nos Jogos Paralímpicos de inverno. Em Milão-Cortina também há irmãos que brilham, medalhados que agradecem ao ChatGPT e Akari Fukunishi, a conseguir um lugar raro para uma mulher.
Zona mista
Faz-me lembrar uma pessoa que esteve no Governo, que empurrava sempre com a barriga para a frente e depois tivemos de chamar a troika.
A óbvia referência a José Sócrates é da autoria de Bruno Sá, que a proferiu no bizarro debate entre os candidatos à presidência do Sporting. Não foi bem um confronto de ideias, foi mais uma sucessão de frases soltas, duas horas e meia de confusão. Na verdade, de pouco valeu, quer pelo conteúdo, quer pelo óbvio desfecho das eleições: Frederico Varandas foi eleitopara um terceiro mandato, vencendo com 89,47% dos votos. O antigo médico da equipa de futebol masculino tornar-se-á, caso leve a missão até 2030, o segundo líder leonino mais longevo de sempre. No campo e nas finanças, Varandas tem obra feita.
O que vem aí
Segunda-feira, 16
⚽ II Liga: FC Porto B-Oliveirense (18h45, Porto Canal) e Torreense-Portimonense (20h15, Sport TV1)
⚽ Na Premier League, o Wolves de Vítor Pereira visita o Brentford na fuga à descida (20h00, DAZN). Na Serie A, Cremonese-Fiorentina (19h45, Sport TV2) e, na La Liga, Rayo-Levante (20h00, DAZN)
🏀 Os Boston Celtics de Neemias Queta contra os Phoenix Suns (23h30, Sport TV1)
🎱🥢 Em Yushan, na China, World Open de snooker (6h00, Eurosport 1)
Terça-feira, 17
⚽ O Sporting à procura da reviravolta, em casa, diante do Bodø/Glimt (17h45, Sport TV5). Também na Liga dos Campeões, Arsenal-Bayer Leverkusen (20h00, DAZN), Chelsea-PSG (20h00, DAZN) e City-Real Madrid (20h00, DAZN)
⚽ Com o objetivo de ser campeão bastante complicado por maus resultados recentes, o Fenerbahçe recebe o Gaziantep (17h00, Sport TV1)
🎱🥢 World Open (6h00 e depois 11h30, Eurosport 1)
Quarta-feira, 18
⚽ Por não poder coincidir com o FC Porto, o SC Braga é um dia mais cedo. Os minhotos tentarão dar a volta à desvantagem de 2-0 diante do Ferencváros (15h30, DAZN)
⚽ Segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões: Barcelona-Newcastle (17h45, DAZN), Liverpool-Galatasaray (20h00, Sport TV5), Bayern-Atalanta (20h00, DAZN) e Tottenham-Atlético de Madrid (20h00, DAZN)
⚽ O Sporting nos quartos de final da Youth League, diante do Real Madrid (13h00, DAZN/Sporting TV)
⚽ Saudades de Messi? CONCACAF Champions Cup, oitavos de final, Inter Miami-Nashville
🎾 Depois de Indian Wells, a elite do ténis vai para Miami (15h00, Sport TV6)
🎱🥢 World Open (6h00, 11h30, Eurosport 1)
🚲 Ciclismo, com clássicas em dose dupla: Milão-Turim, a corrida de bicicletas mais antiga do mundo (13h20, Eurosport 2) e Nokere Koerse, na Bélgica, com António Morgado e Rui Oliveira (15h00, Eurosport 2)
🏀 NBA: Boston Celtics-Golden State Warrrios (23h00, Sport TV1)
Quinta-feira, 19
⚽ A segunda mão do FC Porto contra o Estugarda (20h00, Sport TV5). Também na Liga Europa, o Lyon de Paulo Fonseca recebe o Celta de Vigo após o 11 da Galiza (17h45, DAZN), o Forest de Vítor Pereira vai à Dinamarca depois de perder 1-0 com o Midtjylland em casa e o Aston Villa, do especialista em Liga Europa, Unay Emery, recebe o Lille, que derrotou na primeira mão por 1-0
🎱🥢 World Open (6h00, 11h30, Eurosport 1)
⛷️🔫 A Taça do Mundo 2025/26 de biatlo termina em Oslo Holmenkollen (15h00, Eurosport 1)
🎾 Miami Open (16h00, Sport TV6)
⚽ A seleção feminina de futsal com um amigável, em Fafe, diante da Espanha (20h00, Canal 11)
Sexta-feira, 20
⚽ Arranca a ronda 27 da I Liga, com duelo pela manutenção: Estrela-Casa Pia (20h15, Sport TV1)
⚽ Lá fora, Cagliari-Nápoles (17h30, Sport TV2,) RB Leipzig-Hoffenheim (19h30, DAZN), Villarreal-Real Sociedad (20h00, DAZN) e Bournemouth-Manchester United (20h00, DAZN)
🎾 Miami Open (15h00, Sport TV6)
🏍️ Moto GP, GP Brasil, treinos livres (18h20, Sport TV4)
Sábado, 21
⚽ I Liga vezes cinco: Famalicao-Nacional (15h30, Sport TV1), Moreirense-Arouca (15h30, V+), Benfica-Vitória (18h00, BTV), Santa Clara-Gil Vicente (18h00, Sport TV1) e Tondela-AFS (20h30, Sport TV1)
⚽ Na Alemanha, Bayern-Union Berlin (14h30, DAZN) e Hamburgo, com Fábio Vieira em excelente momento, contra o Dortmund (17h30, DAZN). Em Inglaterra, o Fulham de Marco Silva recebe o Burnley (15h00, DAZN) e ainda Everton-Chelsea (17h30, DAZN); em Espanha, Sevilla-Valencia (20h00, DAZN); na Série A, Milan-Torino (17h00, Sport TV2); e em França, Nice-PSG (20h00, Sport TV4)
🚲 Um dos dias mais importantes da época do ciclismo: a classicissima: Milão-São Remo (8h45, Eurosport 2)
⛷️ Esqui alpino, a derradeira Taça do Mundo da época, em Lillehammer, na Noruega (9h30, Eurosport 1)
🏍️ Moto GP, GP Brasil, qualificação (13h50, Sport TV4)
🎾 Miami Open (15h00, Sport TV6)
Domingo, 22
⚽ Na I Liga, o Estoril recebe o Rio Ave (15h30, Sport TV1) e, na luta pelo título, Alverca-Sporting (18h00, Sport TV2) e SC Braga-FC Porto (20h30, Sport TV1)
⚽ Final da Taça da Liga de Inglaterra, entre Arsenal e Manchester City (16h30, Sport TV3)
⚽ Na Premier League, o West Ham de Nuno visita o Aston Villa (14h15, DAZN) e o Forest de Vítor Pereira diante do Tottenham (14h15, DAZN). Na La Liga, destaque para o dérbi de Madrid entre Real e Atlético (20h00, DAZN). Na Ligue 1, Lyon de Paulo Fonseca perante o Mónaco (14h00, Sport TV3) e, em Itália, Fiorentina-Inter (19h45, Sport TV7)
🏃♀️ Maratona de Roma (8h00, Sport TV2)
🎱🥢 World Open (6h00, 12h30, Eurosport 1)
⛷️🔫 Biatlo, taça do mundo em Oslo Holmenkollen (12h30, Eurosport 2)
🏍️ Moto GP, GP Brasil, corrida (18h00, Sport TV4)
Hoje deu-nos para isto
O encadeamento de acontecimentos seria fascinante. Tottenham, membro dos big five na origem da Premier League; parte dos big six que, em teoria, ainda existem; Tottenham, membro fundador da Superliga; campeão em título da Liga Europa; nono classificado no Deloitte Football MoneyLeague; Tottenham, equipa da segunda divisão inglesa.
A hipótese é real. Os londrinos estão em 16.º na Premier League, apenas com mais um ponto da dupla Nottingham Forest e West Ham, orientados, respetivamente, por Vítor Pereira e Nuno Espírito Santo, com os comandados do antigo guarda-redes a ocuparem o último lugar de descida.
Após seis derrotas seguidas, a última delas a caótica noite de Madrid, os Spurs provaram que, pelo menos, têm algum espírito de luta dentro deles. Foram empatar a Anfield, estancando a série de derrotas com um golo aos 90' e somando um pontinho precioso. Tottenham, capaz de comprar 11 jogadores por mais de €30 milhões nas últimas três épocas. Tottenham, abraçando um ponto como a melhor coisa do passado recente, visto que as derradeiras 15 rondas do campeonato somente trouxeram uma vitória.
A perspetiva de descida do Tottenham, um dos clubes mais ricos do mundo, dono de um estádio megalómano, palco de grandes concertos ou jogos da NFL, é uma das histórias mais interessantes da temporada.
Num certo sentido, e sem ofensa para os adeptos do clube do Norte de Londres que leiam estas linhas, os Spurs caírem ao Championship seria uma boa mensagem para o mundo do futebol. Com o passar dos anos, o jogo tornou-se cada vez mais estratificado, com patamares de que uns não podiam descer e a que outros não podiam aceder. O Tottenham, membro fundador da Superliga, ilustra bem esta cristalização.
Nem sempre foi assim. Em 1974, seis anos depois de ser campeão europeu, o Manchester United desceu de divisão. Em 1982, três anos depois de triunfar na Serie A, o AC Milan foi relegado à Serie B. Em 2000, quatro voltas ao sol passadas da campanha em que ganhou a La Liga, o Atlético de Madrid sofreu uma despromoção.
É bom que a incompetência, o mau planeamento, as dinâmicas negativas, sejam penalizados. Como é fundamental que o oposto seja premiado, que seja possível ascender e descender na pirâmide, que o futebol não seja um mundo estanque. É uma pena que um Manchester United possa continuar a cometer erros atrás de erros, desastre atrás de desastre, e a cada ano que passa volta a ter centenas de milhões para investir, possa voltar a ser candidato aos lugares cimeiros, sem haver uma ameaça real porque, por muito que sejas mau, chegas ao fim do ano e vais contratar o melhor jogador do Wolverhampton e o craque do Brentford.
A descida do Tottenham inverteria esta tendência. Teria um aroma a voltar a uma altura em que o risco era maior, em que o inesperado era mais esperado. Ver Igor Tudor cumprimentar por engano um suposto Arne Solt, antes de defrontar o Liverpool, resume o Tottenham atual: confuso, constrangedor, equivocado. Demasiado grande para cair? Veremos.
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