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Benfica campeão

A cassete de Roger Schmidt, o contraditório alemão que entusiasmou o Benfica até ao título

A cassete de Roger Schmidt, o contraditório alemão que entusiasmou o Benfica até ao título
Ilustração de João Carlos Santos

De intervenções taciturnas e tom monocórdico, o técnico alemão foi-se repetindo nos seus chavões de “top level” e “boa atitude” - dos quais só destoou um par de vezes - enquanto embalou a equipa, desde cedo, com um futebol divergente à norma em Portugal. Apesar das arrelias no último terço do campeonato, Roger Schmidt, aos 56 anos, mostrou como o cinzentismo na fala pública não significa que se aplique a mesma cor ao futebol da equipa. Este é o retrato do treinador que deu o 38.º título ao Benfica

A cassete de Roger Schmidt, o contraditório alemão que entusiasmou o Benfica até ao título

Diogo Pombo

Texto

A cassete de Roger Schmidt, o contraditório alemão que entusiasmou o Benfica até ao título

João Carlos Santos

Ilustração

Sorri sem conceder leviandades de maior, caminha a passo apressado quanto baste, lá ergue a cabeça quando avista o rol de câmaras e microfones à sua espera no sopé da rampa das chegadas do aeroporto. É o primeiro vislumbre de um treinador aterrado num país novo, Roger Schmidt saberia que as primeiras impressões colam-se com força à memória e que haveria milhões a assistirem às exaustivas repetições desse momento. Alemão de gema, adorna-se com um cinzento-claro integral na vestimenta: a camisa, as calças e o casaco pendurado no braço da mão que tem no bolso são da mesma cor, da que alude ao indistinto, à ausência de brilho. É a cor usada como adjetivo quando se quer intuir monotonia.

E ele, contrastando de si próprio, apresenta-se com um “first of all, bom dia.”

Rodeado por uma dezena de auscultadores, cercado por jornalistas, Roger Schmidt logo disse ao que vinha, “jogar bom futebol e ser bem-sucedido”, pouco demorando a prometer que todos no Benfica iriam “trabalhar no duro para mostrar sempre um espírito e uma mentalidade muito boas em campo” para aos adeptos passar “a sensação de que os jogadores fizeram tudo para ganhar jogos e conquistar títulos”. Chegado de fresco, punha-se a prometer coisas, prática desaconselhada a qualquer treinador mesmo que essas coisas fossem da estirpe enunciada, das que se dá como adquiridas na exigência imputada a toda a equipa de futebol que se preze.

Monocórdico, muitas vezes monotemático e cedendo às mesmas expressões futebolescas, o alemão cedo se apresentou como a contradição que foi durante toda a época. Pouco dado ao entusiasmo na fala, foram meses e meses do técnico a repetir-se com os seus chavões do “top level”, da “mentality” e a “good attitude” em conferências de imprensa e flash interviews, cada intervenção pública a reforçar os poderes de premonição em quem o iria ouvir por Schmidt recorrer, com poucas exceções, à sua postura sem trejeitos e cheia de muletas no discurso. O que provoca a interrogação que nele também reside - alguém tão redondamente previsível nas suas intervenções conseguir, em tão pouco tempo, trabalhar uma equipa tão entusiasmante e arrojada em certos períodos?

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Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: dpombo@expresso.impresa.pt

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