Opinião

Porque é tão importante termos um representante português no Comité Executivo da UEFA?

Porque é tão importante termos um representante português no Comité Executivo da UEFA?

Duarte Gomes

Diretor técnico nacional de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol

Ter um representante nacional no Comité Executivo não é apenas importante, é essencial para garantir que o futebol português continue dentro do maior centro de decisão da UEFA. A eleição, que se realizará na quinta-feira, motivou uma querela entre Pedro Proença e Fernando Gomes. E a possível não indicação do novo presidente da FPF será, aos olhos de todos, da responsabilidade de uma só pessoa

O Comité Executivo da UEFA é liderado por Aleksander Ceferin e composto por dezanove membros eleitos. Tem, entre outros, o poder de criar regulamentação e decidir sobre qualquer assunto fora da jurisdição do Congresso ou de outro órgão. Além disso, supervisiona a administração, define a estrutura organizacional da instituição e aprova o plano anual de negócios.

Ceferin é coadjuvado por seis vices, dez membros ordinários e oito representantes no Conselho da FIFA.

Como se percebe, não é apenas um cargo político, é uma posição estratégica no seio do organismo que gere o futebol europeu.

Para ser o mais isento possível nesta opinião, perguntei ao ChatGPT qual a importância de termos um representante nesse organismo.

A resposta:

"Ter um português no Comité Executivo da UEFA é importante por vários motivos, entre os quais se destacam:

Defesa dos interesses do futebol português - Garante que as necessidades e desafios do futebol em Portugal são considerados nas decisões da UEFA;

Influência nas decisões estratégicas - Participa nas decisões sobre competições europeias, regulamentos, arbitragem, direitos televisivos e outros aspetos fundamentais para o futebol europeu e nacional;

Maior visibilidade e prestígio para Portugal – Reforça a presença do país no cenário do futebol internacional e abre portas para futuras oportunidades (clubes, treinadores e jogadores);

Apoio ao desenvolvimento do futebol nacional – Possibilita a captação de mais investimento e incentivos para o futebol português, incluindo infraestruturas e programas de formação;

Fortalecimento das relações institucionais – Facilita a comunicação e cooperação entre a FPF e a UEFA, garantindo maior proximidade nas decisões e eventuais benefícios para o futebol e para o país;

Maior influência nas reformas do futebol europeu – Permite que Portugal tenha voz ativa em mudanças estruturais do futebol europeu, como a organização de competições ou as regras de fair-play financeiro;

Possibilidade de atrair competições para Portugal – Aumenta a probabilidade do país ser escolhido para sediar eventos como finais de competições europeias ou Campeonatos da Europa."

Curiosamente, é este último ponto que está agora em causa, tendo em conta que Portugal irá co-organizar o Mundial de 2030 e candidatou-se à organização do Europeu feminino (2029).

Ter um representante nacional naquele comité não é apenas importante, é essencial para garantir que o futebol português continue dentro do maior centro de decisão da UEFA.

As eleições são na quinta-feira, 3 de abril, em Belgrado. Há onze candidatos para sete vagas.

O apoio institucional que o nosso representante necessitava esbarrou numa carta enviada às federações votantes, pelas mãos da pessoa que o indicou para o cargo dois meses antes.

A mesma que, à data da missiva, já não tinha qualquer ligação ao futebol, por estar a presidir a uma instituição cujos valores maiores são... a excelência, a amizade e o respeito.

A eleição para o Comité Executivo da UEFA de um português nunca será um triunfo pessoal, mas a vitória do futebol português e do país.

A sua não indicação será, aos olhos de todos, da responsabilidade de uma só pessoa: Fernando Gomes.

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt