Se FC Porto e Sporting tem atacado o mercado de inverno a pensar nas épocas seguintes, o Benfica procura remendar os problemas imediatos
O mercado de Janeiro é, tipicamente, uma altura que serve simultaneamente para algumas correcções nos plantéis e para lançar a época seguinte, dando tempo de adaptação a reforços mais jovens. Porto e Sporting têm ido por aí. Também o Braga continua a olhar para o futuro. Não tanto o Benfica, que aposta no regresso de Rafa para remendar os problemas imediatos. A segurança e a coerência da política desportiva dos clubes manifesta-se de forma clara na gestão desta janela de transferências.
Mourinho queixou-se recorrentemente da pobreza individual do Benfica, sobretudo no que diz respeito à mudança de velocidade, aproveitamento em 1x1 e poder de finalização. Tornou-se ainda mais visível depois da lesão de Lukebakio. Nesse sentido, a contratação de um flanqueador como Sidny Lopes Cabral (veloz, ambidestro, alta frequência de cruzamentos) e de um acelerador como Rafa dão soluções alternativas. Acima de tudo, aproximam-se do que o treinador pretende para a equipa. O internacional português não joga desde Novembro, o que levanta algumas dúvidas sobre o rendimento imediato, mas a melhor versão pode complementar-se com Pavlidis e desviar Barreiro do papel de segundo avançado. Reabre-se um ciclo, como o Benfica tem feito tantas vezes. A ocasião prevalece sobre qualquer pensamento a longo prazo.
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