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Opinião

É triste viver de ilusões

É apenas um pouco parvo que o clube que mais investe em Portugal se dedique a exercícios inúteis de imaginação e ligas virtuais. Que um adepto, como eu, o faça, é compreensível. Ainda continuo a reviver aquela meia-final contra o Parma em 1994 e imagino que Mozer não foi expulso e que Sensini não marcou o golo que decidiu a eliminatória. Mas um adepto é um adepto. E é de ilusões e realidades virtuais que se alimenta quando a realidade não se dobra perante a vontade de um treinador

O exercício da liga virtual é muito divertido. Agradeço a José Mourinho este regresso ao final dos anos 90 quando a palavra “virtual” estava em todo o lado. Porque é que nos havemos de render à realidade quando as possibilidades “virtuais” (sim, todas as possibilidades são virtuais) nos permitem escapar ao nosso mundo triste e sombrio? Se a realidade nos impõe derrotas e fracassos, no virtual podemos ser campeões para sempre, saborear triunfos uns atrás dos outros, desfazer agravos e endireitar tortos.

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