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Opinião

Onzes de poesia

Haverá outras equipas com “onzes” de poesia e não duvido que algum jogador do Benfica arrisque uns versos na relva. Mas é muita prosa. Má prosa. Confusa, de arrancos, tosses e soluços. Nem sequer tem a beleza daquela prosa regulamentar, de escriturário, de sentido límpido e caligrafia impecável

Na história dos grandes clubes, haverá uma meia-dúzia de equipas, de “onzes”, que são verdadeira poesia para os ouvidos dos adeptos, mesmo para aqueles que desconhecem Dante, Petrarca ou Camões. São produtos alquímicos raros, mais uma simbiose perfeita do que um aglomerado de indivíduos. Reparem nesta: Bento, Pietra, Humberto Coelho, Bastos Lopes, Álvaro, Shéu, Stromberg, Carlos Manuel, Diamantino, Chalana e Filipovic (aqui podia estar Nené). A equipa da primeira época de Eriksson, a equipa da final da Taça UEFA perdida para o Anderlecht. Muitos adeptos da minha geração terão neste “onze” o seu jogador preferido de sempre do Benfica. Quantas equipas destas cabem na história de um clube?

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