Quando José Mourinho chegou, foi apresentado como um semi-deus que rapidamente iria levar o Benfica ao sucesso. É o preço a pagar pelo valor do currículo, também pelo impacto emocional que deixou em quase todos os clubes por onde passou. Este regresso a Portugal coloca-o de vez num lugar de humanidade, incapaz de contrariar a gestão errática e imediatista das águias - para a qual, inevitavelmente, também tem contribuído
O clássico entre Benfica e Porto foi mais do que um jogo. Não pela rivalidade histórica, não pelo carácter decisivo nas contas do título, mas porque representou na perfeição a forma como os dois clubes abordaram a temporada. Mais uma vez, os encarnados trocaram de treinador na fase inicial e o desencanto com o plantel - particularmente, com os reforços - não podia ser mais evidente. Agora, sofrem as consequências de um planeamento pouco rigoroso, com decisões impulsivas nas entradas e nas saídas. As peças encaixaram demasiado tarde, à boleia de lesões. No Porto, a chegada de Farioli permitiu um alinhamento perfeito no ataque ao mercado. Sabendo como queriam jogar e valorizando a aposta em perfis atléticos, os dragões rapidamente amadureceram no estilo.
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