Os espanhóis chamam-lhe “cagómetro”. Transposto para a nossa realidade, fica “borrómetro”. Se hoje instalássemos o aparelho no Estádio do Dragão, nas imediações de Farioli, entraria em combustão espontânea. Não há outra forma de o dizer: Farioli está “borrado”. O homem tem atenuantes, reconheça-se. A memória da derrocada do seu Ajax está bem viva e os jornais lembram-no dessa tragédia quase desde o dia em que ele chegou ao Porto
Francesco Farioli a reagir durante o jogo do FC Porto, no Dragão, contra o Famalicão
SOPA Images
Os espanhóis chamam-lhe “cagómetro” e aplicam-no em geral, ao Barcelona, o clube historicamente mais propenso a entrar em pânico quando tinha uma enorme vantagem sobre os adversários. O Real Madrid era o clube “cool”, “grace under pressure”, que nunca dava por perdido um jogo ou um campeonato. O Barcelona era o clube que se sabotava sozinho, que mesmo quando era nitidamente superior encontrava formas criativas de desbaratar vantagens por ativar o modo pânico quando já estava a ver a meta.
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