Candidato-me ao lugar inexistente de cronista exclusivo de Aursnes. Voluntario-me para, todas as manhãs, me apresentar no Seixal, de caderninho e caneta, e acompanhar Aursnes que até a tomar o pequeno-almoço deve ser o jogador mais inteligente e mais eficaz que alguma vez passou por aquele centro de estágios. Toda a arquitetura invisível tem Aursnes no centro: o centro da equipa é onde ele estiver. Artigo de opinião de Bruno Vieira Amaral
Fredrik Aursnes a proteger a bola contra Luis Suárez durante o Sporting-Benfica: há quase dois meses que o norueguês não era titular nos encarnados
FILIPE AMORIM
Pelas minhas contas, a última vez que dediquei uma crónica a Fredrik Aursnes foi há cerca de três anos. É bom sinal: o norueguês ainda anda por cá. E essa crónica, em que lhe chamei o “exibicionista discreto”, é bem capaz de ter sido a única que escrevi sobre ele, é uma flagrante injustiça porque Aursnes merecia uma crónica semanal, merecia ter um cronista exclusivo, como o tipo do filme Imperdoável que acompanha o pistoleiro – um velhinho Richard Harris – para lhe escrever a bio ou a hagiografia.
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