Ronaldinho convidava a bola para uma festa a dois e a bola ia, de livre vontade e com vontade de se divertir. Eram cúmplices, os dois na balada em pleno relvado. Não fujo ao lugar-comum do “mais” e do “maior”: Ronaldinho foi o mais habilidoso que vi jogar e o maior amigo da bola. Artigo de opinião de Bruno Vieira Amaral
Não é fácil escapar ao lugar-comum do “mais”. Seja a falar de escritores, artistas, atores, cervejas, bifanas ou pastéis de nata, somos sempre encaminhados para o superlativo, para distinguir um sem mencionar diretamente com quem o estamos a comparar. É uma bengala e, tal como as bengalas, ajuda-nos a caminhar nesta selva obscura e confusa, onde os factos se misturam com impressões, em que os dados se vergam às nossas impressões subjetivas – e absolutamente legítimas.
Relacionados
Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt


















































