A Gonçalo Ramos, ponta-de-lança que tem muitas e louváveis virtudes, falta-lhe a arrogância natural do matador de área. Por isso é tão fácil deixá-lo no banco, quer no PSG, onde o esquema tático e a concorrência o empurram para a sombra, quer na seleção, onde, se a lei do tempo e do mérito imperassem, já deveria ser titular ou, pelo menos, não ser reduzido à função de Éder
Todo o ponta-de-lança é arrogante. Todo o bom ponta-de-lança tem de ser arrogante. O ponta-de-lança generoso, humilde, altruísta, é um oxímoro ambulante. Um tigre herbívoro. Um assassino pacifista. Um déspota que sonha com eleições. A Gonçalo Ramos, ponta-de-lança que tem muitas e louváveis virtudes, falta-lhe a arrogância natural do matador de área. Por isso é tão fácil deixá-lo no banco, quer no PSG, onde o esquema tático e a concorrência o empurram para a sombra, quer na seleção, onde, se a lei do tempo e do mérito imperassem, já deveria ser titular ou, pelo menos, não ser reduzido à função de Éder.
Relacionados
Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt


















































