O futebol italiano era, naquela altura, uma montanha, um planeta, que parecia assentar nos ombros de Atlas de Franco Baresi. Havia jogadores deslumbrantes do meio-campo para a frente, génios tecnicistas, avançados requintados, mas nenhum simbolizava aquele futebol rigoroso, ordenado e elegante como Baresi
O nome de Franco Baresi evoca esse mundo, cada vez mais longínquo, do futebol anterior à lei Bosman, dominado pelas grandes equipas italianas cuja capacidade de atrair e formar talentos parecia inesgotável. Os dados são esclarecedores. Nas vinte temporadas em que Baresi jogou no Milan, entre 1977 e 1997, os clubes italianos ganharam cinco Taças/Ligas dos campeões, seis Taças Uefa, Três Taças das Taças e seis Supertaças europeias. Nos quase trinta anos desde que Baresi abandonou o futebol, os clubes italianos ganharam três Ligas dos campeões, três Taças/Ligas UEFA (duas delas ainda nos anos 90), uma Liga Conferência e três supertaças europeias, sendo que a última foi conquistada em 2007.
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