A maior desilusão com o documentário sobre José Mourinho é a inesperada constatação de que uma das personagens mais fascinantes do futebol moderno é, afinal, notavelmente desinteressante. A desilusão nasce da expetativa de podermos finalmente ter acesso ao homem por trás da máscara, da personagem. A constatação de que, em Mourinho, os dois são um só culminou num anticlímax
José Mourinho regressou esta época ao Real Madrid, 13 anos depois da primeira passagem pelo clube
Florencia Tan Jun - UEFA
Quem viu o documentário “Mourinho” na Netflix terá ficado desiludido com o retrato unidimensional da personagem. Aparentemente, por trás da máscara do “special one”, do especialista em “mind games”, do detalhista implacável e do obcecado em vencer esconde-se… nada. O Mourinho que conhecemos há mais de vinte anos das conferências de imprensa, do comportamento no banco e na linha lateral, é o único Mourinho que existe (haverá um outro Mourinho, íntimo, familiar, mas esse, com toda a legitimidade do retratado, não é para aqui chamado).
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