Nos últimos dias, muitos amigos benfiquistas me diziam que o FC Porto joga pouco à bola. Num certo sentido, entendo. Noutro, imagino Farioli a rir-se destes comentários. Como alguém disse e muitos repetiram, isto não é ópera. E não é. É a selva e o FC Porto é um predador que dá à presa uma falsa sensação de segurança
Francesco Farioli a gesticular com o seu adjunto, Lino Godinho, durante o FC Porto-Benfica
JOSÃ COELHO
Francesco Farioli tem razão. Ontem não aconteceram coisas estranhas. Tem razão também a comunicação do FC Porto. Ontem aconteceram coisas normais. A expulsão de um jogador do Benfica quando visita o Dragão é normal. Mais do que isso, é previsível. Nos últimos dez jogos para a Liga, em cinco ocasiões um jogador do Benfica foi expulso. É 50/50. Desses cinco jogos em que o Benfica jogou com um a menos, o FC Porto ganhou três, o Benfica ganhou um e houve um empate. Nos restantes cinco jogos, o Benfica ganhou duas vezes, o FC Porto uma e houve dois empates. Nestes jogos, por duas vezes o FC Porto teve jogadores expulsos: o Benfica ganhou um e houve um empate.
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