Provou-se que, com Ronaldo, não há gestão possível. Todos sabíamos que o fim só chegaria por decisão própria. A ambição desmedida fê-lo chegar ao topo, mas também fez com que se perdesse na própria incapacidade de valorizar a equipa. Jesus, provavelmente sem querer, tem a pasta do futuro
Ronaldo a sair do relvado do estádio de Dallas, nos Estados Unidos, após o último jogo da sua carreira em Mundiais
Ryan Pierse - FIFA
A cada estágio da selecção nacional, a cada grande competição disputada nos últimos quinze anos, o tema principal foi Cristiano Ronaldo. Esta poderá mesmo ter sido a convocatória final, depois da escalada de tensão com Jorge Jesus. Quem diria que, há uma semana, andavam em juras de amor. Depois de 2022, quando Fernando Santos se atreveu a escolher outro titular, a FPF empenhou-se em recuperar a imagem do capitão, contratando selecionadores que não iriam beliscá-lo. Roberto Martínez cumpriu o papel sem pestanejar. Jorge Jesus talvez tenha feito acordos, eventualmente promessas, mas a figura de treinador sobrepôs-se ao respeito pelo estatuto.
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