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Opinião

Um Benfica quixotesco

Sudakov feliz da vida a celebrar o golo que marcou ao Vitória, no Estádio da Luz
Sudakov feliz da vida a celebrar o golo que marcou ao Vitória, no Estádio da Luz
FILIPE AMORIM

O Benfica de Marco Silva é um daqueles sonhadores que vão para um país estrangeiro combater pela democracia e estão dispostos a morrer pelos seus ideais. O FC Porto não está disposto a morrer por nenhum ideal: o que lhe interessa é ganhar

Foi o Romantismo alemão que criou a imagem de um Dom Quixote idealista, de um sonhador altruísta, em oposição ao realista Sancho Pança, o pragmático, praticamente um Kissinger com trezentos anos de antecedência. E foi esta imagem das duas grandes personagens de Cervantes, sem dúvida persuasiva mas nem por isso menos errada, que nos foi imposta, desde logo por Almeida Garrett e o seu Viagens na Minha Terra pelo qual toda uma geração de filisteus teve de passar.

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