A saída da Liga Europa
“Claro que todos temos a questão: como é que estes quartos de final poderiam ter sido se tivéssemos jogador 11 contra 11 na segunda mão? No Dragão fizemos um jogo fantástico, com muitas oportunidades, e hoje, com 10 homens, os jogadores foram até ao limite. Na segunda parte rematámos duas vezes à barra, criámos oportunidades, tivemos um espírito incrível.
Não estamos contentes com o facto de estarmos fora da prova, mas, por outro lado, estou muito orgulhoso por ter a oportunidade de trabalhar com um grupo tão especial de jogadores.”
Qual era o plano de jogo do FC Porto?
“Ao início correu bastante bem, tivemos duas oportunidades em seis minutos, jogámos no campo do adversário. Não foi fácil reajustar imediatamente após o cartão vermelho, sofremos logo um golo numa bola perdida que não devíamos perder. Mas a prestação esteve lá, tanto física como mentalmente. Temos de aceitar o resultado. Não nos podemos esquecer que em toda a Europa só duas equipas ainda esravam em três competições, nós e o Bayern de Munique, diz muito sobre o que estes jogadores estão a fazer. Agora o nosso foco tem de mudar muito rápido para as duas competições internas.”
O que disse aos jogadores?
“Exatamente o que disse aqui: não perdemos o jogo cá, mas no Dragão, com as tremendas oportunidades de golo que tivemos. Face ao evento do jogo de hoje, não podíamos ter feito mais do que fizemos, honestamente.”
Quanto tempo vai dar aos jogadores para recuperarem mentalmente?
“Não temos tempo, amanhã vamos treinar porque daqui a 70 horas jogamos contra o Tondela. Não há tempo para recuperar, mas estes jogadores estão habituados a regressarem rápido. Agora é recuperar e prepararmo-nos.”
Sai daqui mais convencido das hipóteses do FC Porto?
“Estamos a meio de abril, à beira do último mês, mas a prioridade é irmos jogo a jogo. Antes de pensarmos na Taça, temos de estar totalmente conectados ao campeonato.”
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