FC Porto

Francesco Farioli: “Este jogo tem de nos alertar, estamos a competir a um nível em que não podes relaxar em nada”

Francesco Farioli no estádio do AVS, pouco antes do jogo com o FC Porto começar
Francesco Farioli no estádio do AVS, pouco antes do jogo com o FC Porto começar
MANUEL FERNANDO ARAUJO

O treinador do FC Porto lamentou, após a derrota (3-1) em casa do AVS - apenas a segunda no campeonato - que a equipa tenha reduzido a agressividade a atacar a bola e disputar os lances, frisando que deve server de aviso para o futuro

O que explica a derrota?

“Penso que a concentração estve lá na primeira parte, se retirarmos os números, nas três vezes que eles chegaram à nossa área castigaram-nos. Gerámos muito no ataque, mas é a realidade: se baixas um pouco em algum lado, na agressividade no ataque à baliza ou na atenção aos pequenos detalhes, vais pagar o preço. Isto tem de servir como um alerta para ao próximo jogo e a próxima época. Agora é seguir, tentar acabar a época com 88 pontos e acabar bem diante dos nossoa adeptos.”

Dois golos sofridos na bola parada

“Atenção aos detalhes. O Bednarek dá-nos muito no jogo aéreo, também o Diogo Costa, são muito importantes, mas faz parte do jogo, há informação que podemos retirar para preparar bem a próxima época em que a expetativa e a exigência serão maiores para todos - e temos de estar preparados para isso.”

Parece calmo durante o jogo. O que vai dizer aos jogadores agora?

“É bom não teres estado no balneário ao intervalo [ri-se]. Temos de ser a equipa que fomos em muitos jogos. Sei que não é normal ver o FC Porto a perder e a sofrer três golos. A semana passada sofri um banho gelado [quando os jogadores lhe despejaram água com gelo em cima na conferência de imprensa], hoje molhámo-nos mas sem a mesma sensação. Este jogo tem de nos alertar, estamos a competir a um nível em que não podes relaxar em nada.

Vimos como o AVS celebrou tudo, qualquer corte perto da linha, quando trabalhas assim a sorte vai em teu favor. Hoje baixámos um pouco na agressividade e vontade em atacar a bola quando era preciso finalizar a ação. Não sei quantos toques demos na área adversária, com certeza mais de 50, e aí tens de ser agressivo para transformar potenciais oportunidades em golo.”

Bednarek ausente após sofrer um assalto

“Foram umas 48 horas particulares para ele, e para nós, então ontem à noite decidimos dar-lhe este dia para estar com a família e os filhos.”

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