Duas semanas depois da conquista do campeonato, o Porto e o seu clube puderam, finalmente, invadir as ruas e os Aliados, o salão de festas da cidade. A festa durou desde o apito final do FC Porto-Santa Clara até de madrugada
Dezenas de milhares de pessoas celebraram no sábado, da Ribeira à Avenida dos Aliados, a conquista do 31.º título de campeão português de futebol pelo FC Porto.
O trajeto até ao chamado salão de festas da cidade Invicta foi também percorrido pela equipa azul e branca perante o júbilo e aplausos de outros tantos milhares, numa das maiores celebrações de sempre na cidade por uma conquista desportiva.
Pouco passava da meia-noite quando uma apoteose ensurdecedora acompanhou o erguer da taça na varanda da Câmara Municipal do Porto pelo guarda-redes e capitão Diogo Costa e o treinador Francesco Farioli.
Se o autarca portuense, Pedro Duarte, entendeu que esta foi a confirmação de que os azuis e brancos serão a “melhor equipa nacional”, o presidente portista, André Villas-Boas, considerou, em discurso no balcão que “o Futebol Clube do Porto voltou graças a uma equipa única”, para de seguida prestar homenagem ao falecido antigo capitão do clube Jorge Costa, falecido em agosto de 2025.
MANUEL FERNANDO ARAUJO
MANUEL FERNANDO ARAUJO
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“Jamais iremos esquecê-lo”, garantiu o líder portista, aplaudido por uma avenida iluminada a azul e tingida por milhares de lanternas de telemóvel, que lhe deram o contraste branco.
De filho ao colo e cerveja na mão, André Martins soube que o FC Porto iria ser campeão “quando perdeu o Samu e a equipa se uniu”.
“Jogámos sem ponta de lança e ganhámos”, acrescentou, entendendo que “ninguém estava à espera”, mas que “o FC Porto voltou para ficar”.
Para Diogo Rocha, também com o filho à volta do pescoço, este campeonato tem “um sabor muito especial”, na medida em que a “nova organização de André Villas-Boas, com Farioli no comando técnico” terão construído “uma estratégia muito forte” que permitiu “convencer os adeptos e derrotar os principais rivais”.
Carlos Lee envergava com orgulho a camisola listada a azul e branco com o número dois e não hesitou em contar à Lusa que, acima de tudo, dedica este campeonato “ao eterno capitão Jorge Costa e ao eterno presidente Pinto da Costa”, despedindo-se com um “obrigado, Villas-Boas”, antes de voltar aos festejos.
“Esta vitória tem bastante sabor porque já estávamos há quatro anos à espera de um campeonato”, diz Rogério Brandão, acompanhado da mulher e filha, respondendo com um confiante “afirmativo” à questão de o FC Porto ter entrado numa nova era sob a presidência de André Villas-Boas.
Quatro anos após a última conquista, o FC Porto assegurou matematicamente o 31.º campeonato português, na 32.ª jornada, em 02 de maio, ao vencer o Alverca por 1-0, no Estádio do Dragão, no Porto.
Os festejos da sucessão ao Sporting, vencedor das duas anteriores edições do campeonato, pela reconquista de cetro que escapava aos ‘azuis e brancos’ desde 2021/22 ficou marcada para sábado, dia da 34.ª e última jornada da I Liga, que culminou com o triunfo caseiro frente ao Santa Clara, por 1-0.
O FC Porto encerrou o campeonato com 88 pontos, mais seis do que o Sporting, segundo classificado.