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FC Porto vende Rodrigo Mora à AS Roma por €25 milhões num negócio que pode duplicar de valor

Rodrigo Mora a segurar a sua nova camisola da AS Roma, onde vestirá o mesmo número que usou no FC Porto
Rodrigo Mora a segurar a sua nova camisola da AS Roma, onde vestirá o mesmo número que usou no FC Porto
Fabio Rossi

Os dragões confirmaram, esta quarta-feira, a venda de 50% do passe de Rodrigo Mora ao clube da capital italiana, que fica com direito de preferência para adquitir a outra metade dos direitos económicos do jogador. No total, a operação pode ultrapassar os €50 milhões

Rodrigo Mora deixou o FC Porto para reforçar a Roma, numa operação que rendeu 25 milhões de euros imediatos aos cofres portistas, confirmou o clube esta quarta-feira.

A transferência contempla ainda uma cláusula de compra e venda no mesmo valor sobre a metade mantida pelos 'azuis e brancos', que poderá ser acionada por qualquer uma das partes, devendo assim ser atingido um bolo total de €50 milhões, mais dois mediante a concretização de objetivos desportivos.

"Confirmada a partida de Rodrigo Mora rumo à liga italiana, o FC Porto deseja-lhe as maiores felicidades para esta nova etapa na carreira", pode ler-se na nota publicada pelo clube português no seu sítio oficial na internet.

Como foi formado no FC Porto, não será feita qualquer dedução relativa ao mecanismo de solidariedade a clubes terceiros, mas será o campeão português a encarregar-se dos encargos de intermediação, correspondentes a 10% do montante total da transação.

Rodrigo Mora fez a primeira época da sua formação no Custóias, mas transferiu-se para o FC Porto logo no ano seguinte, no verão de 2016, com apenas nove anos, e realizou todo o seu percurso no clube até chegar a sénior e sagrar-se campeão nacional, ao longo de uma década.

Nos escalões de formação mostrou ser um caso ímpar de precocidade, saltando várias etapas até se tornar o futebolista mais novo de sempre a debutar e a marcar nos campeonatos profissionais em Portugal com a equipa B, na II Liga.

Em 25 de setembro de 2024, então com 17 anos, quatro meses e 20 dias, Rodrigo Mora passou a ser o sétimo mais jovem de sempre a atuar oficialmente pelo conjunto principal do FC Porto, ao estrear-se como suplente utilizado na derrota no terreno do bicampeão norueguês Bodo/Glimt (3-2), em jogo da ronda inaugural da fase de liga da Liga Europa.

Quase um mês depois, em 28 de outubro, rubricou o último tento da goleada na visita ao AVS (5-0), para a nona jornada da I Liga, e tornou-se o quarto mais novo a marcar pelos 'dragões', atrás dos internacionais 'AA' portugueses Fábio Silva, Rúben Neves e Serafim.

Durante a época 2024/25, Mora assumiu um papel de maior protagonismo já sob as ordens do técnico argentino Martín Anselmi, com 11 golos e quatro assistências, evidenciando-se apesar da crise desportiva que o clube então atravessava.

Porém, aquando da chegada de Francesco Farioli, na última temporada, o internacional jovem português nunca conseguiu replicar a importância que havia conquistado, passando a alinhar mais recuado, como terceiro médio no sistema implementado pelo treinador italiano.

Maioritariamente preterido pelo espanhol Gabri Veiga, habitual titular na posição, Mora disputou, ainda assim, 44 jogos em 2025/26, com cinco golos e duas assistências registados, e alcançou o título de campeão nacional.

Sem perspetivas de mudança da sua situação na cidade 'invicta', terá a sua estreia fora do futebol português, com o objetivo de somar mais minutos de jogo nos romanos orientados pelo italiano Gian Piero Gasperini.

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