O italiano que fala inglês e percebe português, cursado em Filosofia para “desenvolver a forma de pensar”, fez dos dragões campeões, saciando um jejum de quatro anos. Dizem que é exigente, insaciável no trabalho, mas muito próximo das pessoas, fazendo com que os dias no FC Porto sejam “leves e prazerosos“. Francesco Farioli deu o 31º título de campeão ao FC Porto graças à relação harmoniosa que nutriu com o presidente Villas-Boas e a estrutura do clube
Francesco Farioli, o 13º treinador (sexto estrangeiro) a conquistar o campeonato à primeira época no FC Porto
Ilustração de João Carlos Santos
Há clichés colados a supercola no futebol, um deles o “cinismo” dos italianos, o seu catenaccio, a fama de primeiro quererem defender e depois logo se vê. Homem com as antenas da noção postas no ar, ainda Francesco Farioli estava em trânsito para o Dragão quando deixou uma garantia: “Não sou um treinador italiano defensivo, mas alguém que é capaz de libertar os jogadores e de os levar a criarem oportunidades no último terço do campo. É o que tento fazer todos os dias”, disse ao “Cronache di Spogliatoio” na única entrevista que deu em gozo de férias, no verão passado, entre o Ajax e o FC Porto. Já aí parecia atentar aos detalhes.
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