Râguebi

A Geórgia ficou sem seis jogadores para a final do Seis Nações B contra Portugal: foram suspensos por uso de drogas recreativas

O hoje capitão da seleção nacional, José Madeira, a ser travado por georgianos durante a partida do Mundial de 2023
O hoje capitão da seleção nacional, José Madeira, a ser travado por georgianos durante a partida do Mundial de 2023
STEPHANE MAHE/Reuters

Os Lobos defrontam, no domingo (17h45, Sport TV), a Geórgia na final do Rugby Europeu Championship, também conhecido como o torneio das Seis Nações B, mas não terá meia dúzia de jogadoras que foram suspensos pela World Rugby e a Agência Mundial de Anti-Dopagem na sequência de uma investigação a um esquema de encobrimento de testes

Seis jogadores da seleção da Geórgia foram suspensos por violação do regulamento antidoping, a dois dias defrontarem Portugal na final do Rugby Europe Championship (REC), anunciaram a Agência Mundial Antidopagem (AMA) e a World Rugby.

Os atletas, cujas identidades não foram reveladas, e um membro da equipa de apoio foram suspensos no âmbito de “investigação conjunta de larga escala” dos dois organismos, que detetou trocas de amostras de controlos antidoping e motivação a abertura de inquérito paralelo da AMA à Agência Antidopagem da Geórgia.

A investigação, iniciada antes do Mundial de 2023 (no qual a Geórgia participou), apurou a existência de “um sistema organizado que envolve a utilização de drogas recreativas e a substituição de amostras” de controlos antidoping e levou a AMA a anunciar que “perdeu a confiança no programa antidopagem” georgiano.

A AMA e a World Rugby referem que, além da suspensão, os jogadores e membro da equipa de apoio da seleção georgiana foram alvos de uma punição, mas não revelou em que consistiu, nem quais as drogas detetadas na investigação conjunta, efetuada com base em depoimentos voluntários de pessoas envolvidas diretamente no processo.

A investigação, “iniciada quando foram identificadas irregularidades em amostras de urina”, através dos passaportes biológicos de atletas, revelou a existência de “cinco casos de substituição de amostras” e apurou que elementos da agência antidopagem da Geórgia avisavam os jogadores quando estavam prestes a ser realizados controlos.

Apesar de não ser considerada uma potência do râguebi mundial, a Geórgia tem-se afirmado como um valor emergente da modalidade, tendo participado em todos os Mundiais desde 2003 – sem nunca ultrapassar a fase de grupos – e está qualificada para a próxima edição, na Austrália, em 2027.

A seleção georgiana venceu as últimas oito edições do REC, a segunda prova mais importante do Velho Continente, depois do torneio das Seis Nações, e é considerada favorita na final de 2026, frente a Portugal, no encontro marcado para domingo, na cidade espanhola de Leganés, com início 17h45.

A equipa portuguesa, que venceu o designado Torneio das Seis Nações B em 2004, apurou-se no domingo para a final deste ano, ao vencer a Espanha, por 26-7, em encontro das meias-finais, disputado no Estádio do Restelo, em Lisboa.

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