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Como Portugal se tornou uma potência da patinagem artística - com a ajuda da Disney

Rita Azinheira, a campeã mundial júnior de patinagem artística
Rita Azinheira, a campeã mundial júnior de patinagem artística
Matilde Fieschi

Enquanto o mundo se prepara para ver os melhores do planeta deslizar sobre gelo nos Jogos Olímpicos de Inverno, que começam na proxima semana em Milão, Portugal assiste de fora, sem pistas, sem tradição e sem um representante na patinagem no gelo. Mas, num daqueles paradoxos que só o desporto consegue produzir, o país que não tem inverno suficiente para congelar um lago tornou‑se uma das referências mundiais da patinagem artística, sobre rodas - com o empurrão de uma série de animação

Durante décadas, a patinagem artística portuguesa viveu num canto discreto do desporto nacional. Não tinha a projeção do hóquei em patins, que coleciona títulos mundiais como quem coleciona cromos; só em 2025, em 101 anos de Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), o hóquei conquistou todos os campeonatos, sub-17, sub-19, sub-23 e seniores, em masculinos. Não tinha a popularidade do futebol, que absorve tudo à sua volta. E não tinha sequer a aura romântica do atletismo ou da natação.

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