Quando foi afastado da FIFA em 2015, Sepp Blatter não teve oportunidade de fazer malas, de voltar ao seu escritório para encaixotar bens pessoais. A verdade é que não foi um despedimento tradicional. Assim, num escritório na Suíça, ficaram esquecidos vários relógios - de marcas como Patek Philippe, IWC e Omega. Ou seja, peças de relojoaria de luxo.
Segundo o “New York Times” esta quinta-feira, não ficaram uma dezena, mas 80 relógios esquecidos nos escritórios da FIFA. E Blatter quer-los de volta.
Em entrevista ao jornal norte-americano, Blatter, que foi banido do desporto profissional por seis anos, queixou-se da falta de pagamento de uma pensão pela FIFA e defendeu ainda que o antigo empregador devia limpar o seu nome. Mas mais do que estes problemas, o ex-líder da FIFA reclamou de ainda não lhe terem sido devolvidos os seus relógios.
Blatter, que ainda de se dedicar à gestão desportiva trabalhou para o fabricante de relógios Longines, disse que tinha os relógios guardados na sede da FIFA por questões de segurança.
No ano passado, após um conflito legal, a FIFA devolveu-lhe 120 relógios. Estes, contudo, não eram aqueles que Blatter descreve, em declarações ao “NYT”, como a sua “coleção de alta tecnologia”. Por outras palavras: não eram os mais valiosos.
De acordo com Blatter, os relógios têm pra si um grande valor sentimental e monetário. “Esta é uma questão de respeito e eu cheguei ao fim da minha paciência”, disse ao jornal.
Alasdair Bell, secretário geral da FIFA, disse também ao “NYT” que todos os relógios de Blatter já haviam sido devolvidos e que ele já tinha, inclusive, assinado um recibo como prova de tal, antes de surpreender a organização ao afirmar meses depois que alguns estavam em falta.
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