Portugal

Jorge Jesus: “A gente não ganhou ao Azerbaijão nem ao Luxemburgo. A Noruega está dentro do top 5 da Europa”

Jorge Jesus a reagir e gesticular, ao seu estilo, à frente do banco durante o Noruega-Portugal
Jorge Jesus a reagir e gesticular, ao seu estilo, à frente do banco durante o Noruega-Portugal
PAULO NOVAIS

O selecionador nacional disse à “RTP“, após a vitória (1-2) de Portugal em Oslo, contra a Noruega, que a equipa tem margem para crescer, apesar de reconhecer que foi mais criativa a nível ofensivo. Quanto a Cristiano Ronaldo, que foi suplente e não jogou, Jesus foi perentório: “Não foi por motivos físicos, porque ele está em condições de jogar o tempo que eu quisesse. Mas não achei que fosse o momento ideal para ele entrar.“

O jogo de Gonçalo Ramos: ele ganhou espaço na seleção?

“Ganha o mesmo espaço que os outros, tudo igual. Quando eu achar que ele tem de jogar, joga, quando achar que não tem de jogar, não joga. É o que acontece com os outros.”

Ficou satisfeito com o jogo de Portugal em Oslo?

“A gente não ganhou ao Azerbaijão nem ao Luxemburgo. Se saí satisfeito? Se falarmos do top 5 da Europa esta equipa está lá metida dentro, não tenho dúvida nenhuma. Portanto, saí satisfeito. Se me perguntar se esta equipa tem mais margem para crescer? Claro que tem. Eu estou a fazer experiências com jogos a sério, depois vou tendo mais ideias para tomar decisões.”

Do que gostou mais?

“Voltámos a ser muito bem organizados defensivamente e fomos mais criativos ofensivamente, era aquilo que queria com a entrada de alguns jogadores mais criativos de início. Fomos uma equipa sempre muito serena dentro de campo, mas podemos fazer melhor - defensivamente, na bola parada ofensiva não temos ideias, não há ainda um trabalho coletivo, ainda não tive tempo para o fazer. E pronto, é isso.”

Ronaldo não jogou

“Não entrou, eu estava a pensar metê-lo no jogo, talvez meia-hora, mas depois o jogo foi ditando outras coisas. Achei que não era o momento para o meter. Ainda há mais dois jogos. Não foi por motivos físicos, porque ele está em condições de jogar o tempo que eu quisesse. Mas não achei que fosse o momento ideal para ele entrar, precisava de um jogador com outras características. O que não quer dizer que esteja fora das opções, pelo contrário, se calhar contra a Dinamarca é ele quem vai jogar.”

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