Cristiano avisou que sairia da seleção nacional quando quisesse. Como Ricardo Carvalho em 2011, saiu na véspera de um jogo: ninguém sabe se foi de vez. Mas o circo irrompeu em torno da sua saída
Cristiano Ronaldo estreou-se na seleção nacional em 2003 e tornou-se capitão em 2008
Octavio Passos/Getty Images
Estávamos de sobreaviso pelo menos desde o verão, por isso ninguém se poderá queixar. “Terminarei quando eu quiser, não quando vocês quiserem”, declarou Cristiano Ronaldo, perentório no abafado calor de Dallas, nos Estados Unidos. Era a véspera de Portugal perder com Espanha e sair do Mundial, o sexto no vasto pecúlio do capitão. Tinha o cabelo na cor natural, não no aloirado artificial que o ornou no regressou à seleção, pronto para mais um finca-pé. “Tentam ‘matar-me’, mas não têm hipóteses. Só mesmo com uma caçadeira”, reforçou na última semana, em Oeiras, perante os jornalistas “doidinhos” para ele “não vir mais”.
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