Sporting

A camisola azul, um deus e um ministro: Frederico Varandas foi votar e pediu o “julgamento” dos sócios do Sporting

Frederico Varandas procura chegar a terceiro mandato à frente dos leões
Frederico Varandas procura chegar a terceiro mandato à frente dos leões
ANTÓNIO COTRIM

O atual presidente dos leões pediu que os sócios saíssem de casa independentemente do momento do clube. Para quem quer “cuidar” do Sporting, “este é o dia mais importante”

Talvez pensando mais à frente, num eventual discurso de vitória, Frederico Varandas não esgotou todos os trunfos retóricos no momento de se dirigir às urnas. Vestido de azul, com uns óculos a combinar que só tirou para as câmaras, largou a mão dos filhos e falou aos jornalistas.

Antes de ele próprio o exercer, incentivou os adeptos do Sporting a verem o ato de votar como um propósito. “A principal função do sócio é cuidar do clube. Este é o dia mais importante”, assinalou.

Frederico Varandas conquistou três campeonatos no exercício dos dois mandatos anteriores. Apesar da saúde desportiva, o atual presidente pediu o “julgamento e análise” dos sócios, tendo em vista o reforço da legitimidade e a necessidade de um Sporting “forte e competitivo”. “Independentemente do momento – seja bom, seja mau – é dia de virem e dizerem o que querem para o clube.”

“Enquanto associado, este é o dia mais importante. É o dia em que se define quem vai governar o clube nos próximos quatro anos. Este é o dia de não ficar em casa”, reforçou.

Após deixar o incógnito voto na urna, Frederico Varandas voltou a pegar na mão do filho, que na camisola verde e branca utilizada tinha escrito nas costas “Thor”. Com ou sem ajuda dos deuses, o dirigente vai em busca de um resultado expressivo que lhe permita elaborar um discurso mais longo do que aquele que fez à chegada ao pavilhão. À saída teve ainda tempo para cumprimentar o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

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