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Sporting fala de “ações repugnantes” e “práticas obscuras” do FC Porto e vai pedir reunião com o Governo

Frederico Varandas a discursar durante a tomada de posse do seu terceiro mandato enquanto presidente do Sporting
Frederico Varandas a discursar durante a tomada de posse do seu terceiro mandato enquanto presidente do Sporting
ANTÓNIO COTRIM

Em comunicado, no dia seguinte aos acontecimentos do jogo de andebol entre leões e dragões, o Sporting atira-se ao que diz ser “uma sucessão vergonhosa de comportamentos do adversário. No sábado, um jogador e o treinador Ricardo Costa necessitaram de assistência médica depois de alegadamente terem sentido um cheiro forte no balneário da Dragão Arena, que terá provocado indisposição em vários elementos dos leões

O Sporting informou este domingo que vai pedir, com urgência, uma reunião com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, devido ao que considera serem ações “repugnantes” do FC Porto.

“O Sporting Clube de Portugal considera absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos e vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto”, referem os leões, em comunicado.

O pedido do clube lisboeta acontece um dia depois de incidentes a envolverem alegadamente o FC Porto, no caso no jogo de andebol no sábado, no Dragão Arena, com o Sporting a acusar os dragões “de práticas obscuras” e quando elementos seus tiveram de receber assistência médica.

Não é possível continuar a assistir a esta sucessão vergonhosa, reiterada e deliberada de comportamentos sem que daí advenham consequências imediatas e exemplares”, lê-se ainda.

“O mais recente capítulo deste inaceitável encadeamento de episódios atinge um nível que ultrapassa todos os limites: um balneário com cheiro tóxico e intenso que afetou o estado físico de jogadores e staff da equipa de andebol. Isto não é apenas lamentável, é criminoso”, acusa o Sporting, que frisa que “manifestou a sua oposição à realização do encontro, tendo em conta que a equipa se encontrava privada do treinador e de um dos seus jogadores”, mas que foi “formalmente informado de que estavam reunidas as condições necessárias para que o jogo se realizasse, motivo pelo qual se viu forçado a entrar em campo, tendo-o feito sob protesto”.

Uma situação que o FC Porto, que viria a perder o jogo do nacional de andebol, desmentiu, considerando, ainda no sábado, as acusações “graves e abusivas”, além de referir que contatou a Polícia de Segurança Pública para verificação das condições no Dragão Arena.

No comunicado deste domingo, o Sporting aponta as práticas de “desrespeito” e “condicionamento” do FC Porto, e diz ser “essencial que quem regula o desporto em Portugal assuma uma posição firme e implacável e puna, com toda a severidade, estes comportamentos indignos, que já ultrapassam os limites do admissível num Estado de direito”.

“O Sporting CP considera imperativo que todas as instituições com responsabilidade na tutela do desporto sejam promotoras da verdade desportiva, não sendo admissível que comportamentos desta natureza - reiteradamente protagonizados pelos mesmos intervenientes - envergonhem e coloquem em causa a imagem do desporto português no plano internacional”, acrescenta.

Os leões sustentam ainda que estes “episódios não são isolados nem acidentais” e lembram alguns incidentes recentes envolvendo o FC Porto, como o vídeo passado no balneário ao árbitro de futebol Fábio Veríssimo, numa “tentativa clara de condicionamento”, ou o esconder de bolas por parte dos apanha-bolas e roubo de toalhas no clássico da I Liga, no Dragão.

“Se ainda subsistia alguma ilusão ingénua de que as práticas obscuras do passado tinham sido erradicadas, a realidade encarregou-se de a destruir de forma brutal e inequívoca. O que hoje se verifica não é apenas uma repetição: é uma escalada refinada. Mais vil, mais rasteira e ainda mais inqualificável do que os episódios mais negros que mancharam o desporto português”, aponta ainda o clube lisboeta.

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