Nicolau Von Rupp tem 35 anos, dedica-se a ir atrás de ondas gigantes e, este ano, venceu por duas vezes a prova por equipas do Big Wave Challenger da Nazaré. Fala da vida que leva a puxar pelos seus limites, a lidar com o medo que sempre tem e a cuidar da humildade para pensar “‘hoje não é o meu dia’ e estar ok com isso”
É dentro do carro, a olhar para o mar acastanhado da Praia Grande, em Sintra, rabugento nesta manhã de inverno, que se põe meio a divagar. “Sabes, foi a primeira vez que os meus pais vieram à Nazaré ver o campeonato”, desvenda. A pergunta inquiriu se quem o pôs neste mundo já desistira de lhe pedir para ter juízo. “Sempre me apoiaram muito, mas sempre tiveram muito receio, principalmente a minha mãe.” Pudera. Só de escutar o resumo de Nicolau von Rupp, um sumário a pecar por brevidade, de como se apronta para o nicho das modalidades de mar, a espinha fica arrepiada: “Eu preparo-me para a sobrevivência, dou o litro dos litros sabendo que vai chegar o momento em que vou precisar de todas as minhas energias para sobreviver.”
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