A etapa da World Surf League na Nova Zelândia, disputada em Raglan, na costa oeste da Ilha Norte, ficou marcada por um ataque de um animal marinho ao fotógrafo da competição Ed Sloane. O fotógrafo australiano foi assistido no local e recebeu tratamento médico no hospital depois de sofrer “pequenas perfurações” no pé esquerdo.
O incidente aconteceu perto das oito e meia da manhã de domingo, enquanto competiam nas meias-finais Italo Ferreira e Yago Dora. Os surfistas brasileiros foram retirados da água de imediato pela organização, após a ativação do “código vermelho”, protocolo que prevê a interrupção de uma prova quando um surfista ou fotógrafo é atacado por um animal marinho.
Renato Hickel, vice-presidente da World Surf League para as competições, lembrou ao canal da própria competição que foi a primeira vez que o “código vermelho” foi ativado. Acrescentou ainda não ser certo que tipo de animal atacou Ed Sloane, ainda que o médico que assistiu o fotógrafo no local acreditasse tratar-se de um leão marinho.
“Independentemente do animal envolvido, foi assustador. O Italo e o Yago estavam muito perturbados, viram uma pancada na água e o incidente”, acrescentou Renato Hickel ao explicar que o evento não podia prosseguir naquelas condições.
Ed Slaone recorreu às redes sociais para agradecer a rápida atuação da equipa de patrulha da água, da equipa médica e da organização do evento. “Amo este sítio e mal posso esperar para ver um dia de finais épico. Desejo a todos um grande final de evento”, escreveu nas redes sociais.
A competição foi retomada com normalidade na parte da tarde, com Italo Ferreira a terminar o dia como o vencedor da prova. A surfista americana Carissa Moore venceu a competição na categoria feminina.
Texto escrito por Maria Beatriz Batalha e editado por Rita Costa
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