Ténis

Uma lesão no pulso está a diminuir Carlos Alcaraz e tirou-o de Roland-Garros

A Carlos Alcaraz já conquistou sete torneios de Grand Slam
A Carlos Alcaraz já conquistou sete torneios de Grand Slam
Julian Finney

A lesão que obrigou o espanhol a retirar-se do torneio de Barcelona também o fez anunciar, esta sexta-feira, a desistência do Masters de Roma e de Roland-Garros, o Grande Slam da terra batida onde, o ano passado, protagonizou uma das melhores finais da história da modalidade contra Jannik Sinner

Carlitos é-o faz tempo, diminutivo de carinho e que lhe assenta, faz parte do espanhol, como Rafa era de Nadal ou Nole de Djokovic, e era só isso, uma versão que soa a afeto antes de passar ao que é hoje, a alcunha de um tenista diminuído recentemente pelo corpo.

Esta sexta-feira, de forma algo inesperada mas não tanto assim face à maneira como Alcaraz abandonara o torneio de Barcelona, o jogador anunciou a desistência de Roland-Garros, o Grand Slam da terra batida onde, em 2024, marcava o seu cronómetro 21 anos e 35 dias na Terra, virou o mais novo da história a conquistar majors nas três superfícies do circuito mundial.

O tenista personificador do que o avô lhe dizia - cabeza, corazón, y huevos - e tatuado tem na pele, tudo colado com o cimento de um talento geracional, anunciou que “após os resultados de exames médicos“ feitos esta sexta-feira, decidiu que o mais prudente é ser cauto e não participar no Masters de Roma e em Roland-Garros. “É um momento complicado para mim, mas estou certo de que saíremos daqui mais fortes“, concluiu, numa curta mensagem publicada nas redes sociais.

A publicação não teve ponto final, ao invés um ❤️, posto assim mesmo pelo espanhol para ilustrar o que a sua ausência apunhalará a muitos fãs de ténis, sobretudo após a final de 2025 do maior torneio jogada sobre pó de tijolo. O ano passado, Alcaraz venceu Jannik Sinner na decisão mais duradoura na história da prova, cinco horas e vinte e nove minutos de grandeza exaustiva de ambos. Sem ser necessário deixar que o tempo passe para enquadrar o encontro na película, terá sido uma das melhores finais de sempre, seja em que piso for.

O pulso direito do espanhol não deixou que pudesse haver um reencontro dos jogadores que têm dominado, ditadores de raquete em punho, o ténis nesta década. Há quase duas semanas, o italiano venceu Alcaraz no Masters de Monte Carlo. Foi o 17 jogo entre ambos, a vantagem ainda pertence (10-7) ao bem-disposto nascido em El Palmar, que antes do arranque desta temporada se separou do seu treinador de sempre, Juan Carlos Ferrero.

Uma teimosa lesão está a diminuir ‘Carlitos‘ e, sem ele, um dos torneios icónicos do ténis perderá um pouco da sua graça.

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: dpombo@expresso.impresa.pt