Ténis

“É nos Grand Slams que queremos estar a jogar bem”, diz Nuno Borges. E a terra batida de Roland-Garros “pode ajudar um bocadinho”

Nuno Borges a preparar-se para bater uma bola na edição de 2026 de Roland-Garros
Nuno Borges a preparar-se para bater uma bola na edição de 2026 de Roland-Garros
Eurasia Sport Images

Depois de se tornar o primeiro português a chegar, por mais do que uma vez, à terceira ronda de Roland-Garros, Nuno Borges diz que o próximo adversário, o Andrey Rublev, é um jogador que o deixa bastante desconfortável“ porque a maneira de jogar do russo lhe causa “bastante transtorno”

O tenista português Nuno Borges assumiu-se muito orgulhoso por ter atingido novamente a terceira ronda de Roland Garros, terceiro Grand Slam da temporada, na quarta-feira, mostrando-se entusiasmado para o confronto com o russo Andrey Rublev.

“Que grande vitória mais uma vez. Muito, muito, muito contente pela minha exibição. Não comecei da melhor maneira, mas, realmente, depois, consegui subir muito o nível, tanto a servir como a responder. [...] Muito orgulhoso por poder estar aqui na terceira ronda mais uma vez. E ainda com uma oportunidade para poder chegar ainda mais longe do que o ano passado”, disse.

Nuno Borges, 51.º do mundo, derrotou na quarta-feira o sérvio Miomir Kecmanovic, 48º, com os parciais de 3-6, 6-2, 6-1 e 6-2, em duas horas e 11 minutos, igualando a sua melhor prestação em Paris e chegando pela sexta vez nos últimos sete majors pela menos à terceira ronda.

“É em Roland Garros, é nos Grand Slams que queremos estar a jogar bem. E felizmente eu tenho conseguido fazer muito bons jogos a este nível, à melhor de cinco sets. E realmente dá-me bastante confiança e fico muito feliz por conseguir se singrar aqui nestes grandes palcos”, assumiu.

Na sua quinta participação em Roland Garros, Borges já igualou a sua melhor prestação na terra batida parisiense, alcançada na passada edição, e vai defrontar na terceira ronda o russo Andrey Rublev, 13º tenista mundial.

“Agora contra o Rublev, já o conheço bem, já joguei com ele várias vezes e ainda não consegui ganhar-lhe. É um jogador que me deixa bastante desconfortável, a maneira de ele jogar realmente causa-me bastante transtorno. Sinto que a terra batida me pode ajudar um bocadinho. Mas ele é um jogador muito experiente já, não só em terra batida mas em Grand Slams. É um desafio muito grande, mas estou muito entusiasmado para o desafio”, garantiu.

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt