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Os nervos de Mirra Andreeva são invisíveis e aos 19 anos está na final de Roland-Garros

A jovem ainda não tem qualquer Grand Slam conquistado
A jovem ainda não tem qualquer Grand Slam conquistado
Daniel Kopatsch

Num duelo entre Rússia e Ucrânia, Mirra Andreeva superou Marta Kostyuk (6-1 e 6-3) e tornou-se a quinta finalista mais jovem de Roland-Garros. As adversárias não se cumprimentaram nem tiraram fotografias em conjunto

A complexidade da terra batida hipervaloriza a lógica, a estratégia, a racionalidade. A sobrevalorização da exigência cognitiva produz especialistas que, diante do terreno granulado, se sentem na sua praia.

Mirra Andreeva é um fenómeno em termos gerais, mas ainda mais em Roland-Garros. Atingiu as meias-finais em 2024 e os quartos em 2025, registo que soa a um percurso longevo. Não é o caso. A progressão da jovem demonstrou de novo como é mais fértil quando cultivada em pó de tijolo. Aos 19 anos, é finalista do torneio francês.

Nas meias, Andreeva derrotou Marta Kostyuk (6-1 e 6-3). No duelo entre a russa e a ucraniana ficou patente a tensão entre os dois países. No começo do jogo, as adversárias não se cumprimentaram nem tiraram fotografias em conjunto.

A número oito do ranking tornou-se a quinta mais nova finalista do Grand Slam. Não é preciso ter uma ótima memória para recordar que Coco Gauff atingiu o jogo decisivo, em 2022, com 18 anos e 71 dias. Ainda neste século, em 2001, Kim Clijsters fez o mesmo com 17 anos e 355 dias. Recuando um pouco mais, Martina Hingis (1999) e Martina Hingis (1997), alcançaram a final com 18 anos e 236 dias e 16 anos e 238 dias, respetivamente. No clube da precocidade é esta a companhia de Andreeva.

O jogo já tinha terminado e Andreeva ainda se dizia “muito, muito nervosa”. Nesta ocasião, superou uma adversária que vinha de uma sequência de 16 vitórias consecutivas em terra batida e que a tinha superado na final do Open de Madrid. O desejo moderado de vingança foi complementado por um sentimento único. “Nunca senti nada disto antes. Estou muito entusiasmada antes do último jogo aqui em Paris.”

Para chegar a esta fase, Mirra Andreeva perdeu apenas um set e logo na segunda ronda, contra a espanhola Marina Bassols Ribera. Diana Shnaider ou Maja Chwalinska são as possíveis adversárias na final. Em caso de vitória, será o primeiro Grand Slam da tenista que apenas conquistou dois torneios WTA 1000, ambos em piso duro (Dubai e Indian Wells).

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