Com pouco nervosismo, sem grandes dificuldades. Foi quase limpa a estreia de Nuno Borges na edição de 2026 de Wimbledon, com o maiato a ultrapassar o norte-americano Tristan Boyer em três sets, com parciais de 6-3, 7-5 e 7-5, em duas horas e cinco minutos.
No court 7 do All England Club, o tenista português, 48º do ranking ATP esteve seguro no seu jogo, dias depois de chegar às meias-finais do torneio de Maiorca e de ter desiludido no embate com Ethan Quinn de acesso à que seria a sua primeira final em relva. A derrota por 6-1 e 6-2 não parece, no entanto, ter deixado marcas.
No primeiro jogo do 1º set, Nuno Borges teve de salvar dois pontos de break, partindo daí para uma exibição coesa, quase burocrática, frente ao 191º ATP. Bastou um break no parcial inicial, tal como no segundo. O número 1 português apenas encontrou algumas dificuldades no terceiro set, apesar de ter quebrado cedo o adversário, logo no jogo inicial.
Contudo, houve reação do norte-americano, que conseguiu devolver a quebra de serviço. Com 3-3 no marcador, Nuno Borges dispôs de quatro break points, que não conseguiu converter. Não houve, no entanto, transferência de momento de jogo, Borges continuou muito seguro no seu serviço e acabaria mesmo por quebrar o adversário com 5-5 no marcador, fechando depois com autoridade o set e o encontro em 7-5.
Na próxima ronda, Nuno Borges, que defende a 3ª ronda alcançada há um ano em Wimbledon, está em rota de colisão com o número 1 mundial, o italiano Jannik Sinner, que à hora a que o português despachou Boyer jogava ainda uma batalha épica com Miomir Kecmanovic.
O outro português no quadro principal do terceiro torneio do Grand Slam do ano, Jaime Faria, entrará em court na terça-feira de manhã, para um embate com o japonês Sho Shimabukuro.
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